O setor mineral do Pará deve gerar, até 2021, 29 bilhões de dólares em investimentos (cerca de 105,5 bilhões de reais) e mais de 90 mil empregos diretos e indiretos. A projeção dos dados foi divulgada na noite de ontem, durante o lançamento do 5º Anuário Mineral do Pará 2016. Com foco no conhecimento, a publicação elaborada pelo Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), traz como tema “Conhecimento e mineração - forças que transformam o mundo”.
O presidente do Simineral, José Fernando Gomes Junior, destacou que, ao longo das cinco edições, o Anuário tem tido como principal desafio tornar a mineração mais próxima da sociedade. “Com o anuário, queremos incentivar a população a conhecer mais a mineração, afinal o setor tem muitas potencialidades”, destacou.
EXPORTAÇÕES
Segundo dados do Anuário, ignorando as dificuldades econômicas que afetam o país, o setor foi responsável por 84,3% das exportações do Pará em 2015, que totalizaram 10,272 bilhões de dólares (cerca de 27,4 bilhões de reais). Juntas, as indústrias da mineração e transformação mineral exportaram mais de 8 bilhões de dólares (cerca de 31 milhões de reais), fazendo do setor o grande vetor do comércio exterior paraense.
Os destaques foram para a produção de cobre, níquel, bauxita, caulim, manganês, silício e ouro, a maioria destinada para o abastecimento dos mercados chinês, japonês e canadense. Com edição bilíngue, o Anuário 2016 traz artigos sobre ações de responsabilidade social das mineradoras, dos projetos econômicos com uso de tecnologias na produção, as últimas transformações do setor no Estado e um capítulo dedicado às mulheres da mineração.
AUTORIDADES
O evento reuniu dezenas de autoridades públicas e representantes do setor empresarial, entre eles o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), José Fernando Coura e o diretor-presidente do DIÁRIO, Jader Filho, que destacou a importância do anuário e da mineração para o crescimento do Pará. “O Estado e a mineração são uma união indissociável. O setor faz, de fato, o desenvolvimento do Pará, mas isso só vai acontecer se o Estado se conhecer”, comentou.
(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)
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