A Ordem dos Advogados do Brasil/Seção Pará (OAB-PA) teria sido alvo de agressões após ser a única no Brasil a votar contra o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff durante a última sessão extraordinária da OAB Nacional, que - por maioria dos votos - decidiu pelo apoio ao pedido de impeachment. A OAB-PA manifestou-se, neste domingo (20), sobre os atos violentos que teriam sido direcionados aos representantes do Pará no Conselho Federal, em especial ao ex-presidente Jarbas Vasconcelos.
De acordo com a nota enviada pela OAB a bancada federal - representada pelos conselheiros Jarbas Vasconcelos (advogado trabalhista e membro honorário vitalício eleito e reeleito presidente da OAB/PA), Jeferson Bacelar (professor e mestre em Direito Constitucional) e Osvaldo Serrão (criminalista conhecido por ser um defensor intransigente das garantias e liberdades individuais dos cidadãos) - longe de paixões partidárias ou governos, fez uma sustentação eminentemente jurídica. "Defendeu a advocacia mais sofrida e humilde deste país, em uma fala absolutamente institucional, em defesa das prerrogativas dos advogados".
“Hoje, vemos claramente o nosso país dividido, bradando em favor de suas convicções dividindo ao meio ruas, famílias, amigos, redes sociais e instituições. A OAB-PA sempre pugnou pela defesa intransigente da advocacia, dos advogados e da sociedade. Esta Instituição sempre atuou em defesa das liberdades: religiosa, de gênero, política, partidária e, especialmente, de expressão. Portanto, precisa hoje, mais do que nunca, defender a livre manifestação, contra os estados de exceção, quando a palavra foi duramente censurada e proibida”.
A nota afirma ainda que a OAB-PA repudia qualquer tipo de agressão aos "nossos representantes e não permitirá - sob o argumentos de estarem revestidos do manto democrático - que aqueles contrários se utilizem de falas desrespeitosas e/ou ofensivas a nenhum integrante do sistema OAB".
A OAB Pará destaca ainda que acata a decisão da maioria do Conselho Federal, porém, não se desviará de contestar e manifestar-se sempre, ainda que sua opinião divirja de outros. Além de permanecer firme contra a intolerância, contra o desrespeito, contra a corrupção, na busca por justiça, por verdade e pela paz.
(Com informações da OAB)
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