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Feriadão de calmaria em praia de Outeiro

Com uma tranquilidade incomum para essa época do ano, a Praia Grande, no distrito de Outeiro, reuniu cerca de 6 mil pessoas anteontem, dia de maior movimento do feriadão da Semana Santa. Segundo o Corpo de Bombeiros, o fluxo de banhistas registrado durant

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Com uma tranquilidade incomum para essa época do ano, a Praia Grande, no distrito de Outeiro, reuniu cerca de 6 mil pessoas anteontem, dia de maior movimento do feriadão da Semana Santa. Segundo o Corpo de Bombeiros, o fluxo de banhistas registrado durante todo o feriado ficou muito abaixo do esperado. A expectativa da corporação era de que pelo menos 12 mil pessoas passassem pelo local.

Na manhã de ontem, a maré estava baixa e havia pouca quantidade de pessoas na areia. Diante do sol ainda ameno, a dona de casa Ruane Matos, 31 anos, aproveitava para amamentar um dos filhos sentada na areia. “Quando a praia está calma desse jeito é que é bom para vir.

Quando tem muita gente fica ruim para mim”. Acompanhada do marido, do outro filho e de um sobrinho, a moradora do distrito comemorava a possibilidade das crianças brincarem tranquilas. “Está dando para aproveitar bastante a Páscoa”.

EXERCÍCIOS

Com espaço de sobra na areia da praia– situação incomum nos dias de feriado e férias escolares-, o soldador Jones Duarte, 45, aproveitou a praia para praticar exercícios físicos. “Eu amanheci com uma dor na coluna. Então, resolvi vir me exercitar para ficar 100%”. Na expectativa para o almoço de Páscoa que era preparado em sua casa, ele estranhou o baixo fluxo de pessoas no distrito. “Deu pouca gente mesmo. Ano passado nessa época isso aqui estava cheio”. De acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros, Antoniel Nascimento, o feriado transcorreu até a manhã de ontem sem ocorrências graves.

Dentre os registros realizados, o mais perigoso foi o caso de uma adolescente de 13 anos que teve coma alcoólico. “Acionamos o Conselho Tutelar para que os responsáveis sejam chamados por permitir a ingestão de álcool por menor de idade”. Segundo o tenente, nas praias de Outeiro os maiores registros costumam ser o de crianças perdidas e de menores de idade alcoolizados. “Essa acaba sendo a nossa maior demanda”.

Independentemente do movimento, a vendedora de produtos para as crianças Maria Deuzinete, 40, estava otimista. “O movimento está fraco, mas dá para tirar um dinheirinho”, afirmava. “Tem feriado em que eu consigo fazer até R$400 vendendo boias e baldinhos. Esse feriado é que não deu muita gente”, disse.

(Cintia Magno/Diário do Pará)

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