As medidas de contenção de gastos com pessoal e outras despesas correntes, anunciadas pelo governo estadual no decreto 1513, publicado no Diário Oficial do último dia 30 de março, foram motivos de críticas do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa).
Segundo o Sindmepa, as medidas “afetam diretamente a remuneração de médicos nos hospitais e serviços de saúde vinculados ao Estado”.
Entre elas estão a redução da Gratificação de Alta Complexidade (GAC) de 9 sobreavisos para 4,5 já no mês de abril, o que, segundo o sindicato, representa uma redução de cerca de 50% na remuneração dos médicos dos hospitais Abelardo Santos, Hospital de Clínicas e Santa Casa.
“Na prática, o governo rompeu com o acordo, unilateralmente”, afirmou o diretor do Sindmepa, João Gouveia.
Outras medidas anunciadas e que desagradaram os profissionais foram a de que não haverá reajuste de salários para médicos, a redução de gratificações de tempo integral e a não renovação automática de contratos temporários.
O Sindmepa calcula que as medidas atingirão em cheio mais de mil médicos dos estabelecimentos de saúde do estado, em especial os que recebem a GAC, que totalizam mais de 400 profissionais.
(Com informações do Sindmepa)
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