A situação da João Alfredo, no bairro da Campina, em Belém, não é nada convidativa para os consumidores. Tomada pelo mato e por buracos, a rua, que é uma das mais tradicionais do Centro Comercial de Belém, já não tem o mesmo movimento de antes. Faltando pouco para o Dia das Mães, a baixa presença de consumidores no local e a permanência de algumas barracas ainda fechadas já por volta das 9h30 é, para muitos, um indício dos prejuízos causados pela falta demanutenção da rua.
Tirando o seu sustento das vendas realizadas no Comércio há 30 anos, o autônomo Messias Freitas, 50, não tem dúvidas de que a presença de clientes seria maior se o local fosse mais bem cuidado. “Se a gente tivesse menos insegurança, se tivesse uma rua em que as pessoas conseguissem andar sem medo de cair no buraco, mais gente ia vir”, destaca. Para constatar os problemas citados pelo autônomo, que trabalha com a venda de artigos de papelaria, não é preciso caminhar muito.
Ainda no início da rua, a partir da avenida Portugal, 2 bueiros são avistados destampados no perímetro de quase 40 metros. Além de desviar do lixo e do mato, há também que se ter cuidado com os buracos formados por paralelepípedos já soltos do chão. Mesmo nas laterais da via também há espaços onde o calçamento já começa a ficar deteriorado. Ciente do risco proporcionado pelas condições da via, a empresária Graça Costa, 66, só faz compras no local porque trabalha nas proximidades.

Os buracos representam grande risco de queda na rua. (Foto: Daniel Costa/Diário do Pará)
RISCO
“A situação está horrível. Basta olhar para perceber que as pessoas estão correndo risco de cair andando por aqui”, diz. A empresária aponta que a mobilidade, já complicada em dias de sol, fica praticamente impossibilitada quando chove. Com os bueiros entupidos, os alagamentos são constantes. Graça reclama que também não consegue transitar pelas calçadas. “Além da calamidade da rua, ainda tem o problema das calçadas, que são tomadas por barracas”, reclama.
Para ela, é preciso mais organização para que os ambulantes possam trabalhar. “Porém, sem impedir a gente de andar”. Tendo vivenciado a época em que o Centro Comercial era o principal ponto de vendas da cidade, Graça lamenta que hoje muita gente que ela conhece tenha desistido de frequentar o espaço. “Quando não havia shopping na cidade, a gente vinha passear no comércio”, recorda. “Era aqui que vínhamos fazer um lanche, comprar maquiagem, porque até a segurança era boa”, afirma.
RESPOSTA
A Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) afirma que, nesta semana, enviará técnicos ao local para identificar as necessidades de melhorias e fazer o agendamento dos serviços.
(Cintia Magno/Diário do Pará)
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