Conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos é o objetivo da exposição “Gesto de Herói – o poder de doar vida”, aberta ontem, no shopping Pátio Belém. O projeto é uma parceria do Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, e a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Estudos do ministério mostram que, no Pará, a recusa familiar para doação de órgãos de parentes diagnosticados com morte cerebral chega a 41%.
O número é considerado muito alto se comparado à demanda de pessoas que aguardam na fila de transplantes. No Pará, a falta de credenciamento de especialistas faz com que o Estado seja apto apenas para a doação de rins e córneas. “Em geral, as famílias pensam que o corpo do falecido será mutilado ou que os médicos não se interessarão em salvar a vida do paciente quando ele autoriza a doação”, explica a enfermeira e especialista em doação e captação de órgãos da
USP, Heloísa de Lima.
MOTIVOS
Além dos mitos, há outros motivos para as famílias recusarem a doação, segundo ela, como questões religiosas, falta de informação e a não aceitação da morte encefálica. A coordenadora escolar, Suziane Silva levou, a sua aluna, Camila Casué, de Santa Izabel do Pará, para buscar informações sobre transplante de córneas. A jovem, de 18 anos, tem apenas 10% da visão e a família não tem condições de arcar com o tratamento, orçado em R$4 mil. Podem ser doadores de órgãos pessoas a partir de 7 dias de vida até 80 anos, desde que com
a autorização da família.
(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)
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