A não concessão do “crédito livro” para aquisição de livros didáticos na Feira Pan-Amazônica do Livro, neste ano, aos professores da rede pública municipal de ensino, foi alvo de críticas do vereador Doutor Chiquinho (PSOL). As informações são da Câmara Municipal de Belém.
O vereador criticou o prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB), que teria alegado não dispor de verbas para o crédito aos professores. Segundo Chiquinho, os gastos com temporários na Secretaria Municipal de Educação é a real razão para a indisponibilidade do bônus.
"Certamente, o que ocorre para não concessão desse auxílio aos professores, se dá em decorrência do inchaço da folha de pagamentos da Secretaria Municipal de Educação, com o pagamento de credores, contratação excessiva de prestadores de serviço e assessores especiais, que estouram o orçamento da Semec", criticou o vereador.
O deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL) também se manifestou contra o corte. Em uma publicação feita em sua página em uma rede social, ele considerou a inciativa um "sinal de retrocesso". Quase 900 pessoas compartilharam o posicionamento do deputado na noite desta terça (31).
Veja a publicação:
A reportagem publicada pelo jornal DIÁRIO DO PARÁ no mês de maio mostra que o gabinete do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, possui mais do que o dobro de funcionários da Casa Civil do governador de São Paulo, o mais rico e populoso estado do Brasil. No gabinete paulista, são 65 servidores. Já no gabinete da Prefeitura Municipal de Belém (PMB) - o equivalente à Casa Civil de um Estado -, são 158.
No orçamento de 2016, a Prefeitura da capital prevê gastar R$ 16,5 milhões, só com os gastos com pessoal e encargos da Chefia de Gabinete de Zenaldo.
O DOL solicitou, por e-mail, posicionamento da Semec sobre o caso e aguarda retorno.
(DOL)
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