Quem trafega pela Senador Manoel Barata, no bairro da Campina, no Centro Comercial de Belém, não tem como não se deparar com o abandono do Espaço Palmeira. O local foi inaugurado em maio de 2010 para ser um centro de vendas dos ambulantes remanejados das vias públicas da cidade. Porém, a impressão é que está esquecido pelo prefeito Zenaldo Coutinho.
“Isso aqui está um verdadeiro descaso. Um absurdo”, reclama a costureira Albenia Matos. Aos 62 anos, ela costuma ir ao comércio comprar seu material de trabalho e diz ter um sentimento de impotência ao passar pelo espaço.
“A Prefeitura que pode fazer algo, não faz”, fala. Vendedora no Espaço Palmeira, Suzi Carneiro, 44, lembra de quando foi remanejada para o local, há quase 6 anos. Ela trabalhava como ambulante na avenida Presidente Vargas e pensou que a mudança lhe traria benefícios. Hoje, porém, Suzi diz que não vende como antes, pois está em um local insalubre, com pouca ventilação e longe dos fregueses. “Está tudo sujo, abandonado. Não tem manutenção”, diz.
PREJUÍZOS
Muitos boxes estão de portas fechadas. O vendedor e técnico de aparelhos eletrônicos, Francisco de Lima Silva, também está no local há 6 anos. Ele reclama da insegurança e das promessas de reparo nunca cumpridas. “Esse prefeito nunca veio aqui. Os seus assessores disseram que teria uma reforma. E nada”, afirma.
Segundo Francisco, o calor também afasta os consumidores. “Entre 12h e 14h fica insuportável”, reclama. Quando a chuva chega, o problema são as goteiras e as calhas entupidas, molhando as pessoas. Em 1 dos 8 quiosques de alimentos está a vendedora de comida Magnólia Bessa, 44.
No corredor denominado de rua Santarém, ela vê o vazio do espaço, que seria uma praça de alimentação e hoje está em ruínas. Ela relata também que não há manutenção e nem mesmo a presença da Guarda Municipal. “Por aqui, ninguém faz nada”, destaca. A Prefeitura de Belém afirma que a Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) realiza a coleta de entulho e lixo domiciliar no local, no período noturno. Também diz que as secretarias municipais de Economia (Secon) e Urbanismo (Seurb) elaboram um projeto, com a ajuda dos próprios comerciantes, para requalificar a área.
(Roberta Paraense)
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