A seca se intensifica no Pará entre os meses de julho e novembro. É nessa época que ocorre a maior concentração de focos de incêndio florestal no Estado. Para discutir a agricultura sem queima, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) reuniu em Belém, na última quarta-feira (8), pesquisadores e técnicos de 6 Estados da Amazônia.
Eles discutiram projetos ligados à redução do uso do fogo na área agrícola. “Tão ou mais preocupante do que o desmatamento, o fogo se configura como o maior problema da Amazônia”, explica o pesquisador Haron Xaud, da Embrapa Roraima, em sua palestra.
Haron cita como exemplo da gravidade da situação o que ocorreu em Roraima em janeiro deste ano, quando houve 4 vezes mais focos de calor do que o recorde histórico até hoje registrado lá - onde, diferente dos outros Estados da Amazônia, os 4 primeiros meses são os mais críticos. No Pará, os estudiosos chamam a atenção para a necessidade de as queimadas agrícolas serem feitas de forma controlada ou substituídas por outras alternativas de preparo da área.
(Diário do Pará)
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