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PM identifica "brigões" da Almirante Barroso

Um campo de guerra, onde quem não tem nada a ver com a situação, por vezes, acaba sendo atingido. E quem responde pelos atos? Essa é a pergunta ainda sem resposta para quem precisa caminhar ou andar de carro pela avenida Almirante Barroso, entre as traves

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Um campo de guerra, onde quem não tem nada a ver com a situação, por vezes, acaba sendo atingido. E quem responde pelos atos? Essa é a pergunta ainda sem resposta para quem precisa caminhar ou andar de carro pela avenida Almirante Barroso, entre as travessas Lomas Valentinas e Enéas Pinheiro, no bairro do Souza, Grande Belém. A qualquer hora do dia ou da noite.

Ontem de tarde a batalha campal se repetiu: 10 jovens se envolveram em uma briga, com direito a pedradas e pauladas para todos os lados. Nas imagens feitas pelo fotógrafo Marco Santos, do DIÁRIO, é possível ver os jovens atirando pedaços de pau uns nos outros, mas não fica claro o motivo da confusão.

Os motoristas que passaram pelo local, ficaram no meio da briga, correndo o risco de serem atingidos. Enquanto houve a confusão, que durou cerca de 5 minutos, nenhuma viatura da Polícia Militar apareceu para contornar a confusão.

É um misto de medo e terror o sentimento que passa pela cabeça de quem já foi assaltado no trecho indicado no começo dessa matéria, especialmente, em horários noturnos e em dias chuvosos. De 5 pessoas entrevistadas pela reportagem, 2 disseram que já foram roubadas no perímetro. O que mais assusta, segundo o relato das vítimas, é a atmosfera de insegurança oferecida pela área, sobretudo, em frente ao prédio abandonado do Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém (Ipamb).

ROTINA DE MEDO

Faz parte da rotina diária da universitária Natália Souto, 22, passar por essa área, já que a jovem mora próximo dali. Há um ano, ela foi assaltada em frente ao Ipamb quando voltava do estágio para casa, por volta de 15h. Mesmo depois do tempo decorrido, ela ainda não consegue esquecer o que sentiu no momento. “Era de tarde, sol forte como hoje (ontem). O rapaz se aproximou de moto e me pediu o celular. De tão nervosa, cheguei a rir perguntando pra ele se aquilo era sério. Ele me coagiu dizendo que se eu não lhe desse o celular me daria um tiro. Sem duvidar, entreguei meu telefone”, lembra.

Uma situação bem parecida ocorreu também com a estudante de Direito, Yasmin Viana, 23. Ela foi assaltada perto do prédio onde mora, na Travessa Enéas Pinheiro. Ela conta que estava chegando em casa quando foi abordada por uma dupla em uma motocicleta, à noite. “Estava voltando do treino, na academia, quando os 2 me abordaram. Um deles desceu e me agarrou pelo braço, enquanto o comparsa fazia a retaguarda dele. Pediu o celular e o entreguei”, relata.

Yasmin conta que, só nesse ano, já sofreu outras 5 tentativas de assalto. No ano passado teve seus pertences levados por 2 vezes, mas em uma delas, reagiu intempestivamente. “Vinha do treino quando percebi a ação dos bandidos. Ao chegar mais perto de mim, dei um soco no rosto de um deles e fugi. Foi uma reação sem pensar, não sei como consegui fazer isso”, reflete.

A diarista Jacileia da Paz, 34, trabalha há um ano e meio em um prédio residencial localizado na Travessa Enéas Pinheiro e, que mesmo sem nunca ter sido assaltada no local, diz que sente medo disso acontecer. “Como esse é meu caminho de trabalho não tenho como evitar passar por aqui. Sou eu e Deus”, comenta.

Em nota, o Comando da 2ª Companhia do 1º Batalhão PM informou que já identificou que alguns jovens pertencem às escolas próximas ao local do fato e já iniciou o contato com os gestores dos estabelecimentos de ensino, no sentido de tomarem ações conjuntas educativas e de responsabilização dos envolvidos.

A PM garantiu também, que ainda esta semana, em parceria com a Companhia de Policiamento Escolar, a 2ª Companhia iniciará projeto de conscientização ao público escolar no bairro.

(Com informações de Wal Sarges/ Diário do Pará)

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