O paraense Mauro Júnior, 27 anos, presentearia a companheira dela, Parmellan Ferreira, com um salto de paraquedas no início da tarde desse sábado (2). Seria a primeira experiência dela com paraquedismo. Eles mudaram de ideia na noite dessa sexta-feira (1º) e escaparam do voo que terminou com quatro mortos hoje.
Mauro Júnior já praticava o paraquedismo. Ele tinha feito seis saltos e era amigo de uma das vítimas, o instrutor Douglas Dourado. Mauro contou, em entrevista ao DOL, que provavelmente Parmellan faria um salto duplo (quando o praticante salta junto com um instrutor), mas eles acabaram mudando de ideia na noite de ontem.
“Por uma questão de logística, acabamos desistindo ir para o evento na manhã de hoje. Optamos por deixar para outra oportunidade, não teríamos tempo. Logo depois do acidente, recebi as notícias, via WhatsApp”, conta Mauro.
Mauro diz que a única pessoa que ele conhecia do acidente era o instrutor Douglas. Júnior teria, inclusive, feito o curso de paraquedismo com o pai do Douglas, coronel Dourado (que comanda o grupo Guerreiros do Ar, do Aeroclube de Belém). “Eu conhecia o pai [do Douglas] e os dois filhos dele. É uma galera do bem. Douglas amava o que fazia. Tanto que ele era advogado, mas optou por ser atleta. Foi realmente uma perda enorme. Ele era uma grande pessoa, um grande amigo”, comenta Mauro.
O acidente deixou a companheira de Mauro muito apreensiva. O próprio praticante do paraquedismo não sabe quando ou se irá retomar a prática. “O esporte não teve culpa. O paraquedismo é um esporte seguro. Foi uma falha do avião, não uma falha da modalidade. Talvez não salte em respeito a minha família. Minha mãe, por exemplo, ficou muito abalada com o fato”, relata.
(DOL)
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