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Beto Jatene mantém cunhado como sócio

Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), os postos de gasolina de Beto Jatene - Verdão e Girassol - receberam mais de R$ 5 milhões, entre 2012 e 2014, só por abastecerem carros da Polícia Militar (PM) e do Corpo de Bombeiros. Mas, em outubro de 2014,

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Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), os postos de gasolina de Beto Jatene - Verdão e Girassol - receberam mais de R$ 5 milhões, entre 2012 e 2014, só por abastecerem carros da Polícia Militar (PM) e do Corpo de Bombeiros. Mas, em outubro de 2014, o MP começou a investigar o caso.

No primeiro semestre de 2015, esse faturamento caiu para menos de R$ 180 mil. Enquanto durou a festa, o Verdão, que fica na Doutor Freitas, em Belém, foi o mais beneficiado. Chegou a ser, inclusive, o posto que mais vendia combustíveis à PM. Desse posto, também é sócio Ricardo Garcia de Souza, marido de Izabela Jatene, filha do governador. Ou seja, além de favorecer o filho, Jatene ainda acaba fazendo, também, a alegria da filhota.

Em depoimento ao MP, Beto Jatene garantiu que nunca houve ordem para que os carros da PM abastecessem no Verdão. Segundo ele, foi tudo uma questão de boa localização, já que o posto fica próximo ao Comando Geral da PM e dos Bombeiros. Difícil é fazer o povo paraense acreditar nessa história.

Sócio da Equador foi preso na Lava Jato

A ação de improbidade ajuizada pelo procurador Nelso Medrado e pelo promotor Armando Brasil não é o único problema da Equador com a Justiça. No fim de maio deste ano, um dos sócios da empresa, o pernambucano Humberto do Amaral Carrilho, foi preso pela operação Lava Jato. Segundo delação premiada de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Carrilho teria pago propina para obter um contrato com a Petrobras, no Amazonas: a construção de um terminal de derivados de petróleo, em Itacoatiara.

O Ministério Público Federal (MPF) afirma que o pagamento da propina (R$ 1,3 milhão) foi efetuado por meio de contratos falsos de prestação de serviços, entre firmas de Carrilho e a empresa Costa Global, que era usada por Paulo Roberto Costa para recebimentos desse tipo. Outro problema seria o envolvimento de Carrilho no envio irregular de dinheiro para o exterior, em parceria com o ex-tesoureiro do PP, João Genu, também preso pela Lava Jato. O empresário nega as acusações.

(Ana Célia Pinheiro)

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