Moradores da passagem Nossa Senhora das Graças, próximo à travessa 24 de Dezembro, no bairro da Terra-Firme, em Belém, já perderam as contas das vezes em que viram parte da ponte que corta a via desabar.
O incidente mais recente ocorreu na terça-feira (19), prejudicando o tráfego de veículos e pessoas na região e deixando os moradores ainda mais irritados.
Os ônibus que fazem linhas pela Nossa Senhora das Graças tiveram de mudar o trajeto. Essa situação alterou a rotina dos moradores, já que está prejudicando o ir e vir da comunidade.
Segundo o técnico em eletrônica Paulo Melo, 47, que mora naquela passagem, o trânsito de veículos costuma ser intenso na via. Para ele, a estrutura da ponte, que fica sobre o Canal do Tucunduba, não está adequada para receber todo esse fluxo.
Segundo Melo, há 4 meses parte da ponte já havia caído, situação que se repetiu há apenas 3 dias. “A Prefeitura de Belém só faz mandar recolocar as madeiras velhas. Nunca faz o serviço direito”, reclama o morador. Na opinião dele, a Prefeitura fez um serviço mal feito no local, ao utilizar a mesma estrutura antiga na reconstrução.
TRAJETO
Quem tem carro ou motocicleta precisa, também, refazer o trajeto, que ficou bem mais longo após o desabamento. Alguns tem de dar a volta e seguir pela avenida Cipriano Santos ou rodear o canal da Rua dos Mundurucus.
Para a garçonete Ira Malcher, 45, a única alternativa é atravessar a ponte todos os dias, mesmo sendo arriscado caminhar sobre o que sobrou da estrutura. Apesar do perigo ser grande, Ira precisa passar pela ponte para chegar até o seu trabalho.
“A Prefeitura diz que vem ajeitar, mas nunca aparece”, critica. A garçonete afirma que a ponte não aguentou o peso dos veículos pesados, a exemplo dos ônibus que trafegam diariamente pelo local.
Se, durante o dia, andar por lá é uma tarefa complicada, à noite a situação é ainda pior. “Já vi idosos caírem aí e se machucarem”, reclama a moradora. O DIÁRIO não conseguiu falar, por telefone, com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Belém. Também mandou e-mail, mas não recebeu nenhuma resposta, até o fechamento desta edição.
(Pryscila Soares / Diário do Pará)
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