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Como organizar as contas após as férias

Saem de cena o sol, a areia e as festas, em família e com amigos, regadas a muita comida e bebida. Entra em cartaz o retorno à rotina atribulada de sempre: acordar cedo, levar as crianças para a escola, organizar tarefas de casa e do trabalho e, principal

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Saem de cena o sol, a areia e as festas, em família e com amigos, regadas a muita comida e bebida. Entra em cartaz o retorno à rotina atribulada de sempre: acordar cedo, levar as crianças para a escola, organizar tarefas de casa e do trabalho e, principalmente, pagar as dívidas remanescentes do primeiro semestre e as que foram acumuladas nas férias de julho. Nesse momento o planejamento é fundamental. Organizar é estabelecer prioridades. É importante fazer escolhas inteligentes. Prazos devem ser estipulados e mudanças bem pensadas para que as metas possam ser atingidas. É o que diz o economista Edson Roffé.

Para ele, a melhor maneira de economizar, já nas férias, seria ter planejado todas as atividades com antecedência. Para isso, era preciso calcular para onde iria, com quantas pessoas, quanto tempo iriam permanecer, se ficariam na casa de amigos ou pagariam hotel, etc. “Se a pessoa cumpriu o que idealizou, vai voltar nesse segundo semestre com um orçamento equilibrado, mesmo gastando um pouco mais”, coloca.

RESERVA

Quem não teve um controle financeiro terá de dar conta de arcar com as dívidas remanescentes do primeiro semestre e as contraídas nesse mês, para enfrentar esse endividamento a partir desse mês de agosto.

A situação pode ficar complicada, porque geralmente as despesas de férias são custeadas com cartão de crédito e cheque especial, que estão com juros na estratosfera. “Só o cartão de crédito está com juros de 415% ao ano!”, diz o economista. “Se a pessoa gastar R$ 4 mil no cartão e não pagar depois de um ano vai pagar R$ 16 mil!”, calcula. “Se o veranista tiver uma reserva financeira, menos mal, pois pode dispor dela e pagar a dívida”, coloca.

Se essa reserva não existir, Roffé aconselha um empréstimo bancário para saldar o cartão, que tem o juro mais alto, pagando um novo montante, mas com juros menores. Ele diz que a receita é saldar as dívidas contraídas com altas taxas de juros e buscar reservas ou empréstimos com juros menores para arcar com despesas mais urgentes, como revisão de carro, compra de material escolar e alimentação.

(Luiz Flávio/Diário do Pará)

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