Quem precisa renovar o material escolar na volta às aulas deste 2º semestre deve preparar o bolso. Os produtos estão mais caros e, em alguns casos, o reajuste chega a 50%. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), realizada entre os últimos dias 25 e 30, dos 50 produtos da cesta de material escolar, a maioria apresentou alta em relação ao 1º semestre deste ano e ao mesmo período de 2015.
A cartolina branca foi o item que mais subiu de preço. Com 50% de reajuste, o valor do produto varia entre R$ 1 e R$ 1,20 a unidade. Na sequência, está o corretivo líquido, com alta de 24,7% (os preços variam entre R$ 3,89 e R$ 5,29); o lápis de cor com 12 unidades, com alta de 16,31%; caneta com alta de 12,50% e a régua escolar de 30 cm reajustada em 12,50%, dentre outros.
Poucos produtos apresentaram preços mais baixos, entre eles a resma de papel chamequinho de 100 folhas, com queda de 2,68%, além da resma de papel chamex de 500 folhas, que está 2,33% mais barata.
A orientação do Dieese é de que o consumidor invista na pesquisa de preços. “Pesquisar o preço do material escolar é fundamental porque, de um local para outro, um mesmo produto pode ter diferença de preços de mais de 30%”, diz trecho da pesquisa.
FARDAMENTO ESCOLAR
O preço do fardamento escolar também está elevado, segundo o Dieese. A calça jeans, por exemplo, pode variar, em média, de R$ 40 a R$ 300, dependendo da marca e do local onde é comprada. Já o preço do tênis varia de R$ 50 a R$ 300.
(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)
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