plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 31°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Nove presos por fraude de R$ 12 milhões no Ibama

A Polícia Civil deflagrou, na madrugada de ontem, a Operação Amazônia Legal 2, para combater um esquema que fraudava o sistema de créditos florestais do Ibama. A quadrilha conseguiu desbloquear 23 madeireiras que estavam suspensas da emissão de Guias Flor

twitter Google News

A Polícia Civil deflagrou, na madrugada de ontem, a Operação Amazônia Legal 2, para combater um esquema que fraudava o sistema de créditos florestais do Ibama. A quadrilha conseguiu desbloquear 23 madeireiras que estavam suspensas da emissão de Guias Florestais (GF) junto ao órgão. A GF é a permissão para exploração de florestas no Estado. A operação foi realizada em Belém, Marabá, Tailândia, Goianésia do Pará e Santarém, além de Itinga, no Maranhão. O esquema causou um prejuízo de cerca de R$ 12 milhões ao Ibama.

Ao todo, foram expedidos 16 mandados de busca e apreensão, 3 de condução coercitiva e 9 mandados de prisão. Entre os presos está um servidor do Ibama de Marabá, identificado como Uederson de Amadeu Ferreira, acusado de ser o responsável por desbloquear o sistema do órgão em benefício das madeireiras. O esquema contava ainda com apoio de um comparsa de Uederson, identificado como Anderson Ferreira Bezerra, que recebia os valores em conta bancária.

De acordo com a delegada Juliana Cavalcante, da Divisão Especial do Meio Ambiente (Dema), Uederson é especialista em informática e conseguiu a senha de acesso de outro funcionário do instituto, responsável pelo sistema que enquadra madeireiras ilegais. “Ele se aproveitou da fragilidade desse sistema do Ibama e, depois que conseguiu a senha do servidor responsável pelo setor, fez o desbloqueio de 23 madeireiras irregulares”, disse a delegada.

CHEQUES

Ainda segundo a delegada, nas investigações foram encontrados 4 canhotos de cheque no valor de R$ 50 mil cada, supostamente fornecido pelas 23 madeireiras em benefício de Uederson de Amadeu, para que ele fraudasse o sistema do Ibama. “Acreditamos que esses R$ 200 mil foram pagos pelas madeireiras envolvidas para este servidor, mas pode ser que ele tenha recebido mais”, completou Juliana.

Juliana Cavalcante: destino da madeira será investigado (Foto: Mário Quadros)

Mais de 3 mil árvores foram derrubadas ilegalmente

Em dados oficiais fornecidos pela Operação Amazônia Legal 2, a fraude que beneficiou 23 madeireiras resultou na extração ilegal de 38 mil metros cúbicos de área florestal, ou 3.642 árvores derrubadas ilegalmente. “Foi uma ação ilegal, porque são madeireiras impedidas de atuar por estarem em pendências com aJustiça, mas que conseguiram burlar essa situação com ajuda de um servidor público”, declarou a delegada da Dema, Juliana Cavalcante. “Essa madeira derrubada por eles já foi distribuída, mas vamos investigar a sua destinação”. Os envolvidos na fraude e presos pela operação estão à disposição daJustiça.

O servidor do Ibama Uederson de Amadeu foi enquadrado nos crimes de interceptação telemática não autorizada, por usar a senha de outro servidor para a prática da fraude, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Já os madeireiros foram autuados por falsidade ideológica, por usarem nomes falsos.

(Alexandre Nascimento/Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!