Meu filho caçula não saía de casa por nada!”, afirma a administradora Karen Abou, de 47 anos. “No dia seguinte ao lançamento do ‘Pokémon Go’, Lucas me procurou e disse: ‘Mamãe, quero dar uma volta na rua para capturar ‘Pokémons’. Fiquei espantada!”, afirma. Ela é mãe de Nabih, 18 anos, de Gustavo, 8 anos, e de Lucas, 5. Todos aspirantes a mestres “Pokémon”.
A família Abou é apenas um dos milhares de exemplos de moradores de Belém que já aderiram a mais nova onda do mundo digital: o Pokémon Go. A brincadeira consiste em, por meio de um aplicativo de smartphone, sair pela cidade caçando esses bichinhos tão animados. No caso de Karen, ela e os filhos aproveitaram a tarde da última sexta-feira (5) para ampliar suas “Pokédex”, uma espécie de agenda que cataloga os animais virtuais capturados durante o jogo, lançado oficialmente no Brasil há apenas 3 dias e que já virou uma verdadeira febre País afora. “Geralmente, no fim da tarde, estamos todos reunidos em casa, mas com essa novidade, virei ‘motorista de caçador de Pokémon?”, brinca Karen, que percorreu o bairro de Nazaré atrás dos personagens, para a alegria dos filhos.
O mapa utilizado para capturar os bichinhos é real e composto por “PokéStops” e “Ginásios”, que são pontos fixos da cidade, e, claro, os Pokémons, que aparecem aleatoriamente (veja abaixo). Um dos pontos positivos ressaltados por Karen é o fato de o jogo aproximar as pessoas. “Encontrei o meu sobrinho na praça e ele disse que não tinha marcado nada com os meus filhos. Foi uma feliz coincidência”.

PAQUERA
O tal sobrinho, ao contrário do que se pode imaginar, não é uma criança. Trata-se de Thiago Gomes, 20 anos. “Ontem, uma menina que estou paquerando me pediu para acompanhá-la até uma ‘PokéStop’. Eu aproveitei, né? Fui na casa dela e fomos juntos até o local”, conta Thiago. Ele faz parte dos jogadores que instalaram o aplicativo logo no primeiro dia e acredita que a nostalgia do “Pokémon” original é o segredo do sucesso. “É muito bacana, porque reúne os amigos. Alguns deles eu não via há meses e voltei a falar só por causa do jogo”, declara o rapaz, que diz ser do tempo em que Pokémon era apenas um jogo de videogame - lançado em meados dos anos 90 -, que acabou virando desenho animado na TV. E nessa brincadeira, Thiago calcula que já capturou uns 140 bichinhos coloridos.
APROXIMAÇÃO
O Pokémon Go já promoveu até reconciliação de casais, como aconteceu com a estudante Jennifer Nauar, que voltou a falar com o namorado por causa do jogo. “Meu namorado e eu estávamos brigados. Quando ele ficou sabendo que o game tinha chegado ao Brasil, não se aguentou e me mandou mensagem perguntando se eu já havia baixado”, conta. Pokémon Go acabou servindo de desculpa para eles conversarem sobre a relação. No dia seguinte, o casal já estava caçando junto.
Além de caçar Pokémons, a web designer Paola Wilm faz questão de dividir dicas do jogo com os amigos, em grupos nas redes sociais. Entre as caçadas mais estranhas, Paola percebeu que o “Cemitério da Soledade”, famoso na cidade devido às lendas urbanas, é também uma PokéStop. Mas ela não teve coragem de entrar. “Eu e alguns amigos criamos um grupo no Facebook, em que colocamos vídeos interessantes sobre como jogar”, conta Paola. “Além disso, quando um Pokémon aparece em um lugar diferente, a gente chama o outro para pegá-lo”.
SEJA UM MESTRE E GANHE PRÊMIOS
Um dos ginásios do Pokémon GO espalhados por Belém fica num ponto que faz parte da vida do belenense: a torre da RBA, na Av. Almirante Barroso. Para deixar os caçadores de pokémons ainda mais animados, o Grupo RBA vai premiar os melhores jogadores.
Toda semana, o DOL vai divulgar um ranking com os mais bem colocados. O líder do ginásio da Torre da RBA ganhará prêmios. Para participar, basta fazer prints do celular que mostrem Level e XP acumulados, a quantidade de pokémons capturados e enviar para promocao@diarioonline. com.br ou para o WhatsApp (91) 98412-6477. O DOL vai identificar os maiores jogadores de Belém e Região Metropolitana e compartilhar em uma tabela. O líder do ginásio da Torre da RBA da semana também será mencionado.
(César Modesto e Lucas Muribeca/Diário do Pará)
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