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Trabalhadores sofrem com obra inacabada

Todos os dias o carregador de açaí Ronald da Silva, de 29 anos, tem de redobrar a atenção ao andar pela ponte improvisada de madeira. Ele trabalha no espaço onde os trabalhadores da antiga Feira do Açaí, no bairro do Jurunas, foram remanejados. Sem nenhum

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Todos os dias o carregador de açaí Ronald da Silva, de 29 anos, tem de redobrar a atenção ao andar pela ponte improvisada de madeira. Ele trabalha no espaço onde os trabalhadores da antiga Feira do Açaí, no bairro do Jurunas, foram remanejados. Sem nenhum porto, o caminho e a estrutura em cima do rio Guamá até a feira são precários. Além do espaço improvisado, os feirantes ainda dividem o lugar com a sujeira, cachorros e até porcos, que vivem à beira do rio. “Desde que fomos trazidos pra cá, ficou difícil. A ponte é perigosa. O espaço é pequeno. E pelo jeito que anda a obra, não vai acabar tão cedo”, comenta Ronald.

Enquanto a nova Feira não é concluída, há mais de um ano o lugar improvisado para os feirantes está em péssimas condições. Insatisfeito com a demora, o feirante Sidney dos Santos, de 50 anos, que mora e trabalha no lugar, diz que eles foram abandonados pelo poder público. “Se no ritmo normal já é complicado, não sei como vai ser na safra que começa em setembro. A dificuldade é grande”, lembra. O fluxo de pessoas e açaí, que desembarca dos municípios de Muaná, Moju, Acará e outros, é intenso durante todo o dia. E a ponte se tornou uma das maiores preocupações de Sidney. “É triste ver alguém ‘varar’ aqui com as caixas de açaí no ombro”, lamenta.

Na frente da obra, placa indica o valor de R$ 4,2 milhões e o prazo, que termina em novembro deste ano (Foto: Jader Paes)

PRAZO

“A ponte está toda remendada. Já ajeitei várias vezes para evitar que outras pessoas caiam”, acrescenta. De acordo com a placa fixada em frente à feira, a obra iniciou em novembro do ano passado, com prazo de 1 ano. A construção é denominada Requalificação Porto do Açaí, de responsabilidade da Construtora Canaã, tendo custo de R$ 4,2 milhões aos cofres públicos municipais. Segundo a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), o novo espaço terá a capacidade atual duplicada, com barracas padronizadas, praça de alimentação, área para carga e descarga do açaí e banheiros, além de novo trapiche em concreto, com instalações flutuantes e rampa de acesso.

SEURB

Em nota, a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), diz que as obras do novo Porto Açaí estão em andamento desde abril, estando na fase de instalação da fundação da obra, mesmo faltando apenas três meses para o vencimento do prazo para inauguração.

(Michelle Daniel/Diário do Pará)

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