O vereador Luiz Pereira (PMDB) ressaltou ontem, durante sessão na Câmara Municipal de Belém (CMB), a situação caótica e de abandono dos bairros da Cabanagem e Sacramenta, considerado por ele, locais esquecidos pela gestão do prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB). Um grupo de moradores procurou o parlamentar para relatar a situação das ruas em que moram. Na tribuna, Pereira discursou sobre o que viu, depois de visitar os bairros.
“Muita promessa foi feita na campanha passada e os moradores continuam aguardando uma obra de pavimentação. Em 4 anos, se quer uma carrada de aterro foi colocada para que as pessoas não pisem na lama”, declarou o vereador. Já no bairro da Sacramenta, mais especificamente na área conhecida como Malvinas, ele também esteve no local na companhia de um líder comunitário, que mostrou a pavimentação já antiga e esburacada.
Segundo o levantamento de Luiz Pereira, pelo menos 11 ruas estão aguardando obras de drenagem e pavimentação. “Por 2 anos seguidos, eu coloquei emenda parlamentar para aquela área. Em abril, o presidente da associação dos moradores esteve em audiência comigo e com o prefeito Zenaldo Coutinho e ele assinou que iria usar a emenda. Mas o lugar continua em total abandono, nada foi feito nesses 4 anos”, disse.
LAMA E FEDOR
No bairro da Cabanagem, apenas as ruas principais são asfaltadas, segundo constatou o DIÁRIO, ontem. A dona de casa Maria da Silva, de 59 anos, estava na porta de casa, em frente a uma vala tomada por limo e mau cheiro. Não há sistema de esgoto e a rua estava tomada pela lama. “Foram os moradores daqui que jogaram aterro para a gente poder andar . Mas seria melhor para a gente se tivesse asfalto e esgoto, até por que, no período de chuvas, isso aqui alaga”.
Na passagem Tapajós, também não é diferente. A lama estava empoçada desde a última chuva. Em frente à casa do radiotécnico Benedito Cardoso, de 51 anos, é difícil sair sem se sujar . A descrença pela melhoria da via é grande.“Já prometeram que tudo isso seria asfaltado, mas é daqui para pior”, falou. Na passagem Lisboa, o idoso José Monteiro, de 68 anos conta que a vizinhança se juntou para colocar concreto na pista, mas a Prefeitura de Belém impediu.
“Fizemos uma coleta, mas os trabalhadores da prefeitura chegaram lá e não deixaram a gente continuar o serviço”. A reportagem do DIÁRIO solicitou um posicionamento para a Prefeitura de Belém, sobre as reclamações apontadas, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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