O fomento ao setor produtivo por meio de linhas de financiamento como as existentes via fundos regionais - caso do FNO e FDA - são fundamentais para a instalação de novos negócios ou a ampliação de indústrias já existentes, afirmam entidades de classe, empresas e administradores públicos no Pará. Com mais empresas, maior é a geração de emprego e renda e maiores as perspectivas de desenvolvimento econômico.
José Maria Mendonça, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), afirma que a instituição sempre acreditou no trabalho da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) como fonte geradora de desenvolvimento para o Pará e para a região Amazônica. Ele está confiante nas novas perspectivas de financiamento e atração de negócios para o estado, a partir do trabalho realizado pelo Ministério da Integração Nacional e a Sudam.
“Temos participado ativamente dos encontros e grupos de trabalho para que possamos criar meios de estimular o setor produtivo a investir mais no estado do Pará”, diz Mendonça. Empresas que obtém recursos por meio de fundos regionais ajudam a desenvolver a economia de cidades paraenses, além de abrir caminhos para a atração de mais indústrias. Uma delas é a norte-americana Archer Daniels Midland (ADM), presente no Brasil desde 1997.
TERMINAL
A Archer administra o Terminal de Grãos Ponta da Montanha, com recursos já aprovados pela Sudam de R$ 76,8 milhões, visa a ampliação da atividade da empresa, instalada na cidade de Barcarena.
Paul Stefen, Diretor Geral de Operação do Terminal afirma que os recursos pleiteados visam financiar a modernização e ampliação da capacidade de movimentação do local, que desde fevereiro de 2015 é uma joint venture entre a ADM e a anglo-suíça Glencore. “Em termos logísticos, o terminal é de grande importância estratégica, pois permite a divisão do escoamento de grãos entre este terminal e o que se localiza no Porto de Santos, em São Paulo”, afirma Stefen.
Está prevista a geração de 250 novos postos de trabalho diretos e muitos outros indiretos. O terminal opera em Barcarena desde 31 de julho de 2014, movimentando anualmente 1,5 milhão de toneladas de grãos. A ampliação elevará a capacidade anual de movimentação para 6 milhões de toneladas, quatro vezes a capacidade atual.
(Diário do Pará)
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