Belém está enfrentando o trimestre mais seco do ano, desde agosto passado. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet-Pará), setembro teve o menor índice pluviométrico deste ano, pois fechou o mês com somente 56.4 milímetros de chuva. O volume corresponde a 39% da média histórica de 30 anos, calculada para o mês, que é de 144.8 milímetros.
Para o Inmet, é possível que outubro alcance a média prevista, que é de 114.6 milímetros. Isso porque, ao longo de 20 dias, já atingiu 85 milímetros de chuva. Entretanto, segundo o diretor do Inmet- Pará, José Raimundo Abreu, isso não significa que teremos mais chuvas neste mês.
“Está ocorrendo uma distribuição irregular das chuvas”, reforça Abreu, acrescentando que as pancadas têm sido isoladas e, neste mês, ocorreram em 7 dias específicos. A má notícia é que os belenenses ainda devem enfrentar mais dias quentes até a chegada do período chuvoso, já que ainda não há definição para o seu início. “De agosto até agora, a maioria dos dias registrou temperaturas acima dos 34°C”, pontua Abreu. No último dia 10, a temperatura chegou a alcançar os 35.6°C.
REGIÕES
Na região Sul do Pará a situação é diferente. É possível que as chuvas comecem a se intensificar ainda neste mês, conforme previsão do Inmet. Entretanto, em áreas do litoral paraense como Salinópolis, Bragança, além do Marajó e a própria capital, a ocorrência de pancadas de chuvas deve continuar em ritmo lento.

A ambulante Eliana Oliveira acredita que o calor tem ajudado a aumentar a venda de água. (Foto: Pedro Guerreiro/Diário do Pará)
AMBULANTES COMEMORAM
Para muitos, conviver com temperaturas elevadas em Belém é um tormento, sobretudo nesta época do ano, quando a temperatura tem alcançado 34°C e a sensação térmica acaba sendo elevada em cerca de 4°C. Já os vendedores ambulantes que vendem água nas paradas dos ônibus e sinais de trânsito comemoram o aumento nas vendas.
Trabalhando há 7 anos no cruzamento da avenida Almirante Barroso com a Tavares Bastos, a ambulante Eliana Oliveira, 47 anos, paga as dívidas com a renda da venda de água mineral. Ela afirma que, nos últimos 3 meses, tem conseguido vender mais de 50 pacotes com 12 unidades de garrafas de 500 ml por dia. Antes, ela vendia bem menos. O trabalho informal também é o sustento dos jovens que revendem o produto para ela, quando o sinal fecha. “Somos uma família porque a gente divide a renda. Se a garrafa custa R$ 2, fica R$ 1 para mim e R$ 1 para o que vendeu”, explica .
(Pryscila Soares/Diário do Pará)
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