O Natal está chegando e sempre fica a dúvida sobre que presente dar aos filhos. É o momento em que a maioria dos pais se divide entre atender ao pedido das crianças ou escolher o presente mais em conta. Um estudo realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que 53,8% dos pais admitem que seus filhos participam do processo de decisão dascompras natalinas.
A pesquisa mostrou que essa escolha é feita em conjunto com os pais (40,5%) ou por decisão exclusiva das próprias crianças (13,3%). A pesquisa mostra, ainda, que 6,1% dos responsáveis acabam tomando atitudes extremas, como deixar de pagar alguma conta, sacrificando as finanças da casa.
Para não cair no endividamento nem frustar as crianças, a dica dos especialistas é conversar e explicar aos filhos as limitações financeiras da família e as prioridades da casa. “O ideal é que os pais tenham a habilidade de mostrar à criança a realidade das contas e enfatizar que nem sempre se tem tudo o que se quer”, orienta a educadora financeiraPatrícia Godoy.
O planejamento do Natal também é um fator importante na hora de definir o presente. Isso requer colocar na ponta do lápis o valor da renda familiar, os gastos do mês e quanto vai sobrar para os presentes. Godoy lembra que esta recomendação é fundamental, principalmente nesse período do ano que antecede outros gastos que virão na sequência com material escolar. “Não adianta se endividar por fator emocional e depois encarar a realidade da inadimplência”, diz ela.
MOVIMENTO
Nas ruas do Comércio de Belém, é intenso o movimento de pais e filhos à procura do presente natalino. A maioria está preferindo comprar artigos mais em conta. Os filhos de Elder Carlos, serviços gerais, 29 anos, e da dona de casa Sabina Amorim, 36, pediram para o Papai Noel uma bicicleta e um carro de brinquedo com diversos recursos tecnológicos. Não foi possível.
Os preços fizeram o casal pechinchar e levar um produto semelhante, porém mais barato. “A gente escolhe de acordo com o que eles pedem, desde que caiba no bolso. O que não der para levar agora prometemos para o próximo ano”, diz Elder. Já a doméstica Olga Costa, 52, educou o neto a não exigir presentes caros. “Desde pequeno, sempre expliquei a ele que o melhor presente é o dado de coração. Ele entende e nunca pediu coisas caras”, garante a avó de Juan Victor, 9. E o mecânico Carlos Lobato, 49, não economiza no presente e prefere atender ao pedido do filho Lucas Ferreira, de 7 anos. No entanto, se organiza financeiramente e compra o presente à vista bem antes do Natal. “É o meu único filho e não dá para dizer não, por isso compro e pago com antecedência”, afirma Lobato.
ECONOMIZE
DICAS PARA A COMPRA DO PRESENTE:
- Avaliar o orçamento e separar quantodá para gastar
- Comprar bem antes do Natal
- Substituir os presentes caros por lembrancinhas
- Pesquisar preços em redes sociais e bazares
(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)
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