Com uma rotina intensa de trabalho que pode chegar a 20 horas, os empresários Suane Silva, 36 anos, e Alexandre Melo, 42, não negam as dificuldades que precisam ser enfrentadas quando se decide empreender em família. À frente da administração de uma loja de assistência há 13 anos e donos de um food truck, o casal é exemplo de uma realidade evidenciada por uma pesquisa realizada pelo Sistema Brasileiro de Apoio de Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), onde se constatou que 68% dos pequenos negócios reúnem parentes nos papéis de sócios ou empregados.
Para Alexandre Melo, o segredo para que a relações profissional e pessoal continuem dando certo está no respeito. Ele conta que no início o casal chegou a enfrentar alguns problemas relacionados às orientações que eram repassadas aos colaboradores na empresa. Com uma rápida conversa, porém, ele e a esposa conseguiram encontrar uma maneira de lidar com a situação. “Um não desfaz a ordem que o outro já deu. Se tiver que mudar alguma coisa, a gente conversa primeiro e a própria pessoa que passou a orientação é que vai lá mudar, se for o caso”, explica.
RESPEITO
Suane lembra que manter uma relação profissional com um parente nem sempre é fácil. Antes o casal dividia a mesma sala na empresa, porém ela teve a ideia de separar os espaços. Outro acordo estabelecido entre eles está o de não levar os problemas da empresa para casa e vice-versa.
As medidas têm dado certo já há mais de uma década. Independente da dificuldade de separar o lado profissional do pessoal o tempo todo, Suane destaca os benefícios dos negócios em família. “É muito difícil os dois não estarem na loja. Quando um não pode estar, o outro fica. Contamos um com o outro.”
Parente não pode ter privilégio na empresa
Para o diretor superintendente do Sebrae no Pará, Fabrízio Guaglianone, o segredo para que a empresa manter a saúde financeira é o profissionalismo. Independente das relações entre familiares, a manutenção de uma posição profissional e equilibrada em relação aos demais colaboradores é fundamental. “Tem que existir profissionalismo na gestão. O foco no dia a dia da gestão tem que ser a empresa, o cliente”.
Fabrízio orienta que é necessário haver uma definição clara das funções de cada um e que se evite ao máximo privilegiar de alguma forma o familiar. Quando o parente está na condição de empregado, é importante também que ele seja incluído no plano de carreira, como os demais funcionários, e que sua remuneração esteja de acordo com o valor de mercado e com as possibilidades da empresa. “Se a empresa não respeitar essas questões, pode até deixar de existir, porque passará a ter problemas, prejuízos.”
Parente não pode ter privilégio na empresa
Para o diretor superintendente do Sebrae no Pará, Fabrízio Guaglianone, o segredo para que a empresa manter a saúde financeira é o profissionalismo. Independente das relações entre familiares, a manutenção de uma posição profissional e equilibrada em relação aos demais colaboradores é fundamental. “Tem que existir profissionalismo na gestão. O foco no dia a dia da gestão tem que ser a empresa, o cliente”.
Fabrízio orienta que é necessário haver uma definição clara das funções de cada um e que se evite ao máximo privilegiar de alguma forma o familiar. Quando o parente está na condição de empregado, é importante também que ele seja incluído no plano de carreira, como os demais funcionários, e que sua remuneração esteja de acordo com o valor de mercado e com as possibilidades da empresa. “Se a empresa não respeitar essas questões, pode até deixar de existir, porque passará a ter problemas, prejuízos.”
SUCESSO NA EMPRESA E NA FAMÍLIA
Pague igual: remunere o integrante da família como qualquer pessoa de mercado, nem a mais e nem a menos.
Cobre: seja rigoroso na cobrança do cumprimento das funções, não pode haver privilégios.
Capacite: filho, marido ou esposa devem receber as mesmas capacitações dos demais colaboradores.
Analise: a sucessão familiar nos negócios deve ser bem analisada. Não é porque o pai ama a empresa que o filho necessariamente terá o mesmo empenho e interesse. Para implantar uma sucessão de sucesso, cabe verificar se o filho/neto compartilha da mesma paixão pelo negócio e vai transformar o interesse em gestão profissionalizada.
(Cintia Magno/Diário do Pará)
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