Um cozinheiro naval denunciou à reportagem do DOL supostos destratos sofridos por ele por seguranças que trabalham no serviço de vistoria do Departamento de Trânsito do Pará (Detran), nesta segunda-feira (26).
De acordo com o denunciante, que preferiu não ter o nome identificado, ele foi até o Detran para realizar vistoria de um veículo junto com a proprietária do carro.
Ele afirma que os dois foram parados pelo supervisor de segurança, no portão de acesso, e que o denunciante poderia acompanhar a colega até a área de vistoria – já que ela não possui habilitação – mas que ele teria esperar toda vistoria do lado de fora do prédio, em uma área aberta.
O denunciante conta que foi tratado de maneira ríspida e que, ao questionar sobre ter que esperar do lado de fora do prédio, os seguranças chegaram a dizer que ele “nunca mais teria acesso às dependências da área de vistoria”, relatou.
O homem afirma que deixou o constrangimento fez com que ele deixasse o local.
“O erro é que não há nenhum servidor público habilitado para olhar a documentação de quem entra no serviço de vistoria. Eles colocam seguranças terceirizados para isso. O correto seria ter funcionários do Detran pra realizar esse serviço”, opina o denunciante.
O cozinheiro naval realizou um Boletim de Ocorrência na Seccional da Marambaia e uma reclamação formal na Ouvidoria do Detran.
Por nota, o Detran afirmou que "o caso já está sendo apurado pela instituição" e que "a ouvidoria recebeu o relato do cidadão e dará os encaminhados pertinentes". O orgão ainda afirmou que "o que já foi apurado até o momento, é que o senhor em questão,aborda pessoas oferecendo serviços do Detran, mesmo não sendo servidor". O Detran ainda "alerta o usuário para que não aceite informações ouserviços inerentes ao departamento, oferecidos por terceiros" e afirma que "qualquer cidadão que sinta prejudicado de alguma forma, pode procurar a ouvidoria do órgão para oficializar sua reclamação para que, assim, sejam tomadas as providências cabíveis".
(DOL)
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