N o início do ano, se intensificam as buscas dos pais ou responsáveis pelas compras de material escolar dos filhos. A velha e boa pesquisa ainda é uma aliada para quem precisa economizar. O DIÁRIO foi a 4 estabelecimentos em Belém, tradicionais no departamento de papelaria. Encontramos produtos, de marcas diferentes, com variação de mais de 300%, no valor. Uma mochila, de tamanho médio, por exemplo, foi encontrada por R$ 29,99. Em outra loja, achamos a mercadoria por R$ 124,90.
O doutor em Educação Financeira, Rinaldo Domingo afirma que neste momento a maior dúvida dos pais é como economizar sem ter de abrir mão de itens que as crianças necessitam. No entanto, ele alerta: “Recomendo que pensem o quanto precisam trabalhar para conseguir o seu salário”, destaca. A partir daí, fica fácil valorizar o seu dinheiro, aprendendo a pesquisar preços e, principalmente, a negociar os valores das compras.

IMPULSO
Além de ter consciência do quanto poderá dispor para a aquisição do material escolar, Domingos recomenda ir às compras com antecedência. Na última hora, se paga mais caro. Outra dica é conversar com outros pais e tentar fazer a compra em conjunto, pois, assim, a probabilidade de conseguir preços menores aumenta.
No momento de crise, é hora também, de colocar a criatividade para funcionar e reaproveitar o material do ano anterior. É possível, ainda, usar livros didáticos do filho mais velho para o mais novo, se for o caso. O educador financeiro garante que é importante fazer uma lista do que precisa comprar para não acabar rendendo-se aos impulsos consumistas.
“Converse com os filhos antes de sair às compras. Explique a situação da família e quanto poderão gastar”, aconselha Domingos. Caso contrário, eles podem achar que é possível comprar tudo na loja, onde será mais difícil não ceder aos pedidos. Procure negociar a forma de pagamento. À vista geralmente tem desconto. Se tiver que pagar a prazo, veja se as parcelas caberão no orçamento mensal.
SOFISTICADOS
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) orienta aos pais, evitar artigos sofisticados, com características de brinquedo, ou com personagens infantis licenciados. Além de mais caros, eles podem distrair a atenção da criança na aula. Comprar livros didáticos diretamente da editora ou pela internet, costuma ser mais barato.
O Idec também alerta para as embalagens dos materiais. Elas devem conter informações claras e precisas a respeito do fabricante, importador, composição do produto, condições de armazenagem, prazo de validade e se apresentam algum risco ao consumidor.
(Roberta Paraense/Diário do Pará)
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