Uma nova rebelião no sistema penitenciário do Amazonas deixou, ao menos, quatro presos mortos na madrugada deste domingo (8). Três deles foram decapitados.
A informação foi confirmada à reportagem da Folha de S.Paulo pelo secretário de Segurança Pública, Sergio Fontes. O motim ocorreu na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, localizada no centro de Manaus.
A cadeia, que estava desativada, foi reaberta às pressas nesta semana pelo governo do Amazonas em péssimas condições. Ela passou a abrigar 283 detentos após a matança em dois presídios de Manaus que terminaram com 60 mortes. Utilizada pelo governo por mais de cem anos, a cadeia foi desativada em outubro passado após pressões do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Fontes disse ainda que estão sendo feitas buscas no local. A rebelião começou por volta da 1h (3h de Brasília). Ainda não se sabe se mais uma vez a briga entre facções teria motivado a chacina.
Familiares dos presos se aglomeram em frente à cadeia em busca de informação. Mulheres dos detentos ouvidas pela reportagem disseram que seus maridos presos na unidade chegaram a mandar mensagens pelo celular informando que o local passava por uma rebelião nesta madrugada.
Por volta das 6h, o motim já estava "totalmente sob controle", informou Pedro Florêncio, secretário de Administração Penitenciária, do Amazonas. Os corpos das vítimas foram encaminhados para o IML (Instituto Médico Legal). Ainda não há a identificação dos mortos.
Os presos, muitos dos quais ligados à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), foram retirados pelo governo de três unidades da capital amazonense, a fim de evitar mais mortes. Eles são ameaçados por integrantes da facção FDN (Família do Norte), que liderou a matança de domingo (1°) e segunda (2).
(Com informações da Folhapress)
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