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35 homicídios continuam sem presos e solução

Três dias após os 35 homicídios do último fim de semana na Região Metropolitana de Belém (RMB) - 32 deles com características de execução, até a noite de ontem, ninguém foi preso no que já está sendo chamada de a “Chacina de Belém”. Desnorteado, o Governo

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Três dias após os 35 homicídios do último fim de semana na Região Metropolitana de Belém (RMB) - 32 deles com características de execução, até a noite de ontem, ninguém foi preso no que já está sendo chamada de a “Chacina de Belém”. Desnorteado, o Governo do Estado promoveu apenas duas reuniões entre autoridades de segurança, mas sem nenhum resultado prático, a não ser a formação de grupos para analisar as mortes.

A área de segurança do Estado não tem ainda uma linha definitiva de investigação e o delegado geral da Polícia Civil, Rilmar Firmino, admite a chacina após a morte, na última sexta-feira (20), do cabo Rafael Costa, da Ronda Tática Metropolitana (Rotam). “São crimes de difícil elucidação, praticados por bandidos profissionais, que não deixam vestígios”, descreveu. “Usam luva, capuz, se preocupam até em recolher projéteis da cena do crime e também executam testemunha. Uma das testemunhas que viu uma pessoa tirar o capuz acabou executada”, diz o delegado geral.

ESTADO INCAPAZ

Por sua vez, o próprio secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Jeannot Jansen, em entrevista no último sábado (21), reconheceu a incapacidade do Sistema de Segurança do Pará para resolver sozinho o caso e informou que o Governo do Estado precisou pedir ajuda ao Governo Federal para lidar com o caso.

REUNIÃO URGENTE

Na manhã de ontem, por ordem do próprio governador Simão Jatene, o secretário de Segurança convidou para uma reunião, às pressas, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Márcio Miranda, e representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, Exército, Polícia Federal e outros órgãos estaduais para, mais uma vez, analisar os assassinatos. Foi criado, então, o pomposo “Grupo Interinstitucional de Acompanhamento das Investigações da Polícia Civil”. No fim da reunião, no entanto, ninguém soube dizer o que - de fato - o grupo vai fazer. Como se vê, falta investigação.

PROBLEMA ANTIGO

O deputado estadual Carlos Bordalo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alepa, deixou claro que o dilema das chacinas não é fato novo. “Começou em 1994 com a Chacina do Tapanã. Tudo é ação de grupos de criminosos formados há anos. Quando há uma investigação, nunca se consegue chegar a um desfecho”, acusa.

(Mauro Neto e Muiz Flávio Costa/Diário do Pará)

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