Marco do início da semana de combate ao trabalho escravo, o dia 28 de janeiro teve uma ação promovida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no Terminal Rodoviário de Belém. Divididos em equipes, os agentes distribuíram panfletos e realizaram conversas dentro dos ônibus que saíam para viagem a fim de esclarecer sobre as formas contemporâneas de escravização do trabalhador.
Presidente da delegacia sindical do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Otávio Paixão destacou que um dos objetivos da ação era informar a população sobre a possibilidade de denunciar os casos de trabalho escravo que ainda existam. Ele explica que o trabalho escravo pode ser caracterizado pelo cerceamento do direito de ir e vir, jornada exaustiva, trabalho degradante, dentre outros aspectos. “Uma forma de trabalho escravo que ainda existe é quando a pessoa trabalha para pagar uma dívida que o patrão faz ela acreditar que existe”.
Quem passou pelo Terminal e teve a oportunidade de se esclarecer mais sobre o assunto aprovou a medida. “É importante fazer esse tipo de divulgação porque as pessoas acabam desconhecendo os seus direitos”, considerou o agente de viagens, Manoel Mendonça, 56 anos.
No Pará a maior parte do trabalho escravo existente ainda se concentra na zona rural
DATA
Instituído como o dia nacional de combate ao trabalho escravo, o dia 28 de janeiro foi a data em que os auditores fiscais do trabalho Erastóstenes Gonçalves, João Batista Lage e Nelson José da Silva e o motorista Aílton de Oliveira foram assassinados, no ano de 2004, quando apuravam uma denúncia de trabalho escravo na zona rural de Unaí, município do Estado de Minas Gerais.
(Cintia Magno/Diário do Pará)
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