O aumento do desemprego e a própria precarização do serviço de saúde pública são alguns dos elementos que têm levado ao aumento de clínicas que oferecem atendimento médico e odontológico a preços populares. De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), apenas em 2016 cerca de 1,4 milhão de brasileiros deixaram de ter planos de saúde. Se colocando como alternativa diante dessa realidade, clínicas particulares em Belém chegam a disponibilizar consultas com clínicos gerais a R$ 50.
Em funcionamento desde 2009, no bairro do Marco, em Belém, uma clínica migrou para o segmento popular há 2 anos. A mudança partiu justamente da identificação de uma nova necessidade do mercado. “Por causa do desemprego, as pessoas estavam saindo dos planos de saúde e recorrendo a consultas particulares com preços mais acessíveis”, explica a administradora financeira Beatriz Matos. “Verificamos essa necessidade e entramos no segmento”, afirma.
Com mais de 20 especialidades médicas disponíveis – dentre cardiologia, mastologia e pediatria -, a clínica oferece consultas com clínico geral por R$ 60. Já uma avaliação com o oftalmologista custa R$ 80 pelo atendimento particular.
RAPIDEZ
No bairro da Pedreira, outra clínica popular oferece atendimento médico às proximidades da Unidade Básica de Saúde do bairro, na avenida Pedro Miranda. No local, as consultas com clínico geral, geralmente a mais demandada, custam R$ 50. Em outro bairro, na Sacramenta, pelo menos três clínicas estão instaladas ao redor da Praça do Jaú, na avenida Senador Lemos. Em uma delas, as consultas com clínico geral custam R$ 60 e exames como endoscopias saem por R$ 80.
Acompanhando o marido que aguardava pela realização de uma ressonância em uma clínica popular no bairro do Marco, a microempreendedora Nazaré Guedes, 53 anos, conta que a opção pela clínica popular não foi definida apenas pelos preços mais acessíveis. Ela conta que, muitas vezes, a espera pela realização dos exames também costuma ser maior pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelos próprios planos de saúde. “Uma parente minha até desistiu do plano de saúde que ela tinha há muitos anos por causa da demora. Nas clínicas populares, a gente consegue pagar pelo exame e é mais rápido”, destaca Nazaré.
ACESSIBILIDADE
A professora Maria Auxiliadora Abreu, de 40 anos, conta que optou por não ter plano de saúde, já que seria mais uma despesa para ser adequada ao orçamento familiar. Paciente de uma clínica há 15 anos - que tem especialidades como pediatria, clínica geral e ginecologia, ela garante estar satisfeita com os serviços e preços ofertados. “Já era paciente. Quando engravidei pela primeira vez, fiz todos os exames e consultas aqui. Os valores são acessíveis em relação às clínicas normais e o médico é ótimo”, afirma a professora Maria Auxiliadora.
É bom consultar? Está em dúvida?
No setor de serviços ao cidadão do site do CRM-PA (www.cremepa.org.br) é possível consultar, através do nome ou do registro no conselho, se um médico está habilitado a atuar
no Estado.
(Cintia Magno e Pryscila Soares/Diário do Pará)
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