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Complexo esportivo na Cidade Nova 8 está abandonado

Os últimos dias de férias dos 3 netos da dona de casa Maria Rita, 60 anos, foram aproveitados com passeios em locais próximos à sua casa. Na manhã de ontem, o espaço escolhido por eles foi o Complexo Esportivo da Cidade Nova 8, no bairro do Coqueiro, em A

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Os últimos dias de férias dos 3 netos da dona de casa Maria Rita, 60 anos, foram aproveitados com passeios em locais próximos à sua casa. Na manhã de ontem, o espaço escolhido por eles foi o Complexo Esportivo da Cidade Nova 8, no bairro do Coqueiro, em Ananindeua. Porém, as brincadeiras com patinete e com o cachorro da família na praça ficaram comprometidas porque o espaço, que deveria ser de lazer, está abandonado.

Alguns brinquedos estão quebrados ou enferrujados. Na área, que deveria ter gramado, há muito mato e lixo. “Por falta de opção, viemos para cá. Fico de olho para as crianças não se cortarem nos balanços e caírem nos buracos”, diz Maria. No local, tem um pequeno parque de diversão que funciona à noite. Porém, para brincar, é preciso pagar.

“Sai caro trazer 3 crianças para os brinquedos. Se os balanços estivessem funcionando, a praça teria mais serventia”, observa Maria Rita. Quem também busca a sombra das árvores do Complexo Esportivo para passear com a neta de 2 anos é o professor Antônio Carlos Andrade, 56. Contudo, ele reclama que o espaço deveria ser melhor cuidado pelo poder público.

SUJEIRA

“Muita sujeira, tudo quebrado, um abandono total. À noite, a escuridão toma conta. Uma pena.” A praça também tinha a finalidade de ser um local para a prática de exercícios físicos, mas os aparelhos de ginástica estão sem as barras de ferro. O piso da calçada do complexo é desnivelado. “Temos de andar olhando para o chão ou caímos nos buracos e machucamos os pés”, conta o aposentado
José Silva, 76 anos.

As duas quadras de esportes do complexo estão com as grades de proteção amassadas, enferrujadas e, em algumas partes, foram arrancadas. Já os muros estão pichados. Outra reclamação de quem visita o espaço é a falta de lixeira e fiscalização na manutenção da limpeza. Inácia Lima, 58, vende comida na praça. mas o abandono do espaço é motivo de preocupação. “O lixo chama rato, barata, tudo o que não presta”, reclama.

Ela conta que as coletas são feitas diariamente. Porém, a sujeira nunca acaba. “Falta uma fiscalização dos trabalhos. Os funcionários aparecem, mas a praça continua suja”, completa. Durante o tempo em que a reportagem esteve no local, equipes de limpeza recolhiam apenas sacos de lixo do entorno. Durante quase 1 hora de permanecia no espaço, não foi feita a retirada do mato. Os moradores também reclamam da falta de iluminação. O DIÁRIO entrou em contato com a Prefeitura de Ananndeua. Porém, não obteve retorno até o
fechamento desta edição.

(Roberta Paraense)

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