Há exatamente um ano, tiros assustaram moradores da Passagem Virgílio, no bairro Curió-Utinga, em Belém. Os disparos mataram o ex-jogador de futebol Bruno Leonardo Virginio da Silva, o Bruninho Metralha, de 23 anos de idade. Para a família a revolta ainda é grande.
O jovem estava em casa quando o atirador chegou, invadiu a vila e o matou. Testemunhas ainda relataram que o jogador chegou a pedir desculpas ao assassino, mas foi ignorado. Ferido, Bruninho foi levado por um vizinho à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Sacramenta, mas não resistiu.
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“O policial chegou invadindo a alameda e foi na porta de casa. Quando ele gritou pelo meu enteado, o Bruno achou que fosse algum amigo. Quando apareceu na porta foi atingido com dois dos seis vezes”, contou Fabrício Santos, padrasto de Bruninho.
As investigações apontaram que o soldado da Rotam, Denis Miranda da Silva, foi quem disparou contra a vítima. O motivo foi passional. As apurações apontaram que o militar já tinha feito campana na rua onde Bruninho morava, além de ter estudado os passos da vítima.
Pelo menos 10 pessoas foram ouvidas em todo o processo. O policial militar foi preso um mês depois do crime e já era considerado foragido da justiça. O caso ainda não foi julgado. Na primeira audiência Denis não compareceu. A expectativa é que no próximo dia 06 de dezembro o PM, que está em liberdade, preste depoimento.
"Ele não foi para a audiência, segundo os advogados porque não foi notificado, mas é estranho porque todos foram chamados. A gente continua na luta, pedindo respostas e justiça”, finalizou Fabrício.
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Bruno era filho único e morava com a mãe. Ele também deixou dois filhos, incluindo uma menina com menos de um ano de vida. Dias depois do assassinato, amigos fizeram protestos na avenida João Paulo II, pedindo justiça pelo jogador que morreu cinco dias antes de fazer aniversário.
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