Yann Carlos Barroso participou de uma audiência de custódia na última quarta-feira (15) no Presídio Estadual Metropolitano (PEM) III, em Marituba, onde também segue custodiado. Ele foi preso na manhã de 9 de março, depois de fazer refém por 17 horas Ana Júlia e os três filhos dela dentro de um carro na avenida Augusto Montenegro. Hoje completa uma semana desde esses acontecimentos.
A advogada de Yann, Marilda Cantal, em conversa com o repórter Wesley Rabelo, da RBA TV, adiantou que no início da semana tentava fazer o rapaz participar da audiência, que só foi possível depois de se manter estável mentalmente. Há pouco mais de dois dias, ele protagonizou um episódio de surto psicótico dentro da penitenciária.
“Eu entrei com uma petição para o juiz da Vara de Inquéritos solicitando que ele seja submetido a um exame de sanidade mental. Caso se confirme que ele está nessas condições, que seja encaminhado para um hospital ou uma clínica para tratamento”, explica Cantal.
“Ele ficou sem saída”
Ao longo da audiência, Yann revelou que na noite de 8 de março saiu de casa para assaltar, mas não esperava que tudo terminasse com uma família refém. “Ele repete várias vezes que queria dinheiro. Ele ia assaltar o motorista [do aplicativo], que fugiu. Ele disse que ficou sem saída e, por isso, fez aquela família refém”, disse.
Ela acrescentou que ele não deseja sair da penitenciária, um pedido feito inúmeras vezes direcionado para que não apresentasse qualquer pedido de revogação de sua prisão preventiva.
“Na audiência, ele sempre falava que estava bem. Ele falou que não quer sair [da penitenciária] de jeito nenhum. Disse que está se comportando e conversando com os policiais penais. E, realmente, a família quer que ele receba o tratamento adequado”, frisou.
Saúde mental
Yann, por outro lado, não quer que o pedido para o tratamento seja feito. “Ele ficou chateado comigo dizendo que eu não tinha que fazer nenhum pedido porque 'ele não é doido'. Existe um pedido formulado por mim nesse processo que está sendo apreciado pelo promotor para que se possa tomar as devidas providências”.
A prisão em flagrante de Yann foi convertida em prisão preventiva. Também segundo Marilda o caso será redistribuído para uma vara competente. Aguarda-se, agora, que ele seja submetido ao exame de corpo de delito.
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