A Polícia Civil do Pará realizou uma ofensiva para desarticular um grupo suspeito de praticar roubos e estupros em série contra mulheres em Belém e na Região Metropolitana. Nomeada de “Coimbra”, a operação teve como foco o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra investigados apontados como autores dos crimes.
De acordo com as investigações, as vítimas costumavam solicitar corridas de mototáxi ao sair de festas e eventos. Contudo, durante o trajeto, o percurso era alterado e elas eram levadas para locais isolados, onde eram assaltadas e violentadas por três homens.
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A operação foi executada em duas fases, sob coordenação da Divisão Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), vinculada à Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV), com apoio do Núcleo de Inteligência Policial (NIP), da Delegacia de Enfrentamento ao Feminicídio (DEFEM) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE).
A primeira etapa ocorreu no sábado (14) e resultou na prisão de um dos envolvidos. Segundo a delegada Sawana Fontes, responsável pelas investigações, ele atuava na função de receptador e foi preso na residência dele, localizada no bairro do Distrito Industrial, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva. "Com ele foram apreendidos vários aparelhos celulares oriundos dos roubos cometidos contra as vítimas e motocicletas utilizadas no crime”, informou.
Como os crimes aconteciam
Segundo a polícia, a maioria das vítimas era abordada após solicitar mototáxi na saída de eventos. No caminho, o condutor desviava a rota e seguia até a passagem Coimbra, em Ananindeua, onde os crimes eram consumados. Outros integrantes do grupo acompanhavam o trajeto para dar suporte à ação criminosa.
"Junto ao condutor da motocicleta, outros envolvidos acompanhavam a rota percorrida para a prática dos crimes. A primeira vítima compareceu à delegacia no dia 14 de dezembro de 2025, momento em que iniciamos as investigações. Outras quatro mulheres registraram boletim relatando as mesmas ocorrências. Percebemos, então, que havia a mesma forma de agir, por isso juntamos todos esses casos. Estima-se que existam muitas outras vítimas dos criminosos”, explicou a delegada.
Ao todo, foram instaurados cinco inquéritos policiais para apurar estupros e roubos com o mesmo modo de operação. Uma força-tarefa foi criada para identificar os suspeitos. Após a prisão do primeiro investigado, a polícia conseguiu avançar sobre os demais envolvidos.
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Segunda fase da operação
Na tarde desta sexta-feira (20), a segunda fase da operação foi deflagrada para localizar outros três suspeitos que atuavam em conjunto com o homem preso anteriormente.
Segundo a delegada Emanuela Amorim, titular da DAV, durante as diligências, as equipes policias foram recebidas com disparos de arma de fogo efetuados pelos investigados. “Diante da injusta agressão, houve a necessidade de reação proporcional por parte da equipe policial, com o objetivo de cessar a agressão e preservar a integridade da equipe e de terceiros. Os autores dos disparos iniciais foram atingidos e socorridos, mas não resistiram aos ferimentos e morreram”, informou.
Os dois suspeitos mortos foram localizados no bairro Cidade Nova, em Ananindeua. Com eles, os agentes apreenderam uma arma de fogo, um simulacro e três motocicletas. As diligências seguem em andamento para capturar o quarto investigado, que permanece foragido, além de identificar possíveis novas vítimas do grupo.
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