Um crime de feminicídio chocou a população paraense no mês de março, devido a violência com que o crime ocorreu.
A vítima de uma violenta agressão em Tomé-Açu, no Nordeste do Pará, chegou a relatar a uma amiga, por meio de mensagem de áudio, o sofrimento vivido em um relacionamento abusivo dias antes de morrer. Alciele de Almeida Alencar não resistiu aos ferimentos após ser espancada pelo companheiro e teve morte cerebral confirmada na última quinta-feira (12).
Na gravação, enviada antes do crime, Alciele desabafa sobre o ciclo de violência. “Eu já sofri demais”, afirma. Em outro trecho, ela comenta as dificuldades de romper o relacionamento: “Todo mundo me pergunta por que eu continuo nisso. Eu já perdoei inúmeras vezes e também já mandei ele embora várias vezes. Quando ele está no momento de loucura, ele esquece de tudo, esquece dos filhos”.
A vítima também relatou que começava a perceber a gravidade da situação. “Tá caindo a ficha, aos pouquinhos. Eu já consigo dormir um pouco. Não fico naquela de ficar mandando mensagem”, disse.
Alciele ficou internada por mais de dez dias após o ataque. O sepultamento ocorreu no último sábado (14), no município de Tomé-Açu. Ela deixa quatro filhos.
Entenda o caso
A agressão aconteceu no dia 3 de março. Segundo informações da Polícia Militar do Pará, equipes foram acionadas para atender a ocorrência após denúncias de violência.
Testemunhas relataram que o suspeito, identificado como Pedro do Nascimento Santana Júnior, perseguiu a vítima de moto depois de uma discussão em um bar. Alciele estava na garupa de um mototaxista quando foi alcançada.
De acordo com a Polícia Civil do Pará, o agressor jogou a motocicleta contra o veículo em que a vítima estava, provocando a queda. Em seguida, iniciou uma sequência de socos e chutes, deixando a mulher gravemente ferida.
Após o ataque, o suspeito fugiu, mas foi preso ainda no mesmo dia. Alciele foi socorrida e encaminhada ao Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, onde permaneceu internada até a confirmação da morte cerebral.
O caso é investigado como feminicídio, e o suspeito segue preso à disposição da Justiça.
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