O mês de março é tradicionalmente atribuído à figura feminina e a busca por direitos. Apesar disso, ainda há muito o que se fazer para prevenir crimes contra a mulher, uma realidade que choca e coloca em pauta a necessidade de mais políticas públicas de proteção às mulheres.
Na tarde da última sexta-feira (20), a Polícia Civil do Pará, por meio da Delegacia de Enfrentamento ao Feminicídio (Defem), cumpriu mandados de prisão preventiva, e de busca e apreensão, na residência de um homem investigado por tentativa de feminicídio.
As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Belém. O crime ocorreu no último dia 15 de março, no Bairro da Pratinha. A vítima, uma mulher trans, era ex-companheira do preso.
“Conforme apurado durante a investigação, o crime foi motivado por inconformismo com o término do relacionamento. O homem atraiu a vítima criando um perfil falso em uma rede social e, ao encontrá-la, desferiu golpes de faca na mulher, só parando a agressão após a intervenção indireta de terceiros, ocasião em que empreendeu fuga”, informou a delegada Adriany Carvalho, titular da Defem, unidade vinculada à Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV).
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O homem foi localizado na Travessa Castelo Branco, no Bairro do Guamá, em Belém, onde também foi cumprida a ordem de busca e apreensão domiciliar, sendo apreendido aparelho celular do investigado, que será submetido à análise pericial para auxiliar na elucidação completa dos fatos.
“Nós o conduzimos para a Defem, onde ele passou pelos procedimentos legais cabíveis e encontra-se à disposição da Justiça. A ação é resultado do compromisso da Polícia Civil do Estado do Pará no enfrentamento à criminalidade violenta contra mulheres, reforçando o trabalho constante de repressão aos indivíduos e grupos envolvidos nessas práticas criminosas”, disse a delegada.
Serviço
Qualquer denúncia de violência contra a mulher pode ser feita pelo número 181, Disque-Denúncia, ou pelo Serviço de Inteligência Artificial Anônima “Iara”, no WhatsApp (91) 3210-0181. A ligação é gratuita e o anonimato é garantido.
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