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Homem é preso por armazenar pornografia infantil e extorquir vítimas

Operação “Quebra de Rede” cumpre mandados em Belém e Magalhães Barata; delegado detalha esquema criminoso

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Imagem ilustrativa da notícia Homem é preso por armazenar pornografia infantil e extorquir vítimas camera O suspeito utilizava perfis falsos de mulheres para atrair adolescentes, solicitando conteúdo íntimo. | Reprodução/RBA TV

A Polícia Civil do Pará, por meio da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) da Santa Casa, deflagrou nesta quarta-feira (08) a operação “Quebra de Rede”, que resultou na prisão de um homem e no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão nos municípios de Belém e Magalhães Barata.

O caso foi dado no programa Bora Cidade desta quinta-feira (09), em que o repórter Paulo Cidadão conversou com a delegada Danielle Ambrosio, titular da Deaca Santa Casa.

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Segundo a delegada, as investigações começaram após uma denúncia de uma pessoa que relatou ter sido procurada por um indivíduo que agia em redes sociais e aplicativos de mensagens. “Ele enviava, em visualização única, um vídeo de que não dava para ver o rosto, só dava para perceber que era um adulto tendo relação sexual com uma criança de cerca de três anos. Ele mesmo dizia que era sua filha de três anos de idade”, explicou a delegada.

O suspeito ainda utilizava perfis falsos de mulheres para atrair adolescentes, solicitando conteúdo íntimo e, posteriormente, praticando extorsão. “Ele começava a conversar, se passava por uma mulher, pedia conteúdo íntimo e enviava sempre ele enviava uma foto ou um vídeo de uma genitália do sexo feminino. Depois, ele ameaçava divulgar o conteúdo se não recebesse vantagens econômicas ou mais material íntimo”, detalhou Danielle.

Durante as buscas nos endereços do suspeito, em Belém e Magalhães Barata, foram apreendidos aparelhos eletrônicos com vasto material pornográfico infantil. O homem, de 41 anos de idade, já tinha passagem antiga por furto e preferiu permanecer em silêncio durante os interrogatórios, alegando que a posse do material foi “um descuido” e que também participava de grupos no aplicativo Telegram de compartilhamento de pornografia infantil.

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Segundo a delegada, o suspeito deve responde por três crimes: posse e armazenamento de material de abuso sexual infantil, com pena de 1 a 4 anos; compartilhamento de conteúdo de abuso sexual infantil, com pena de 4 a 8 anos; e extorsão, com pena de 4 a 10 anos.

Assista a reportagem completa:

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