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DEZ MORTOS DA MESMA FAMÍLIA

Penas por maior chacina do Distrito Federal somam mais de mil anos

Crimes incluem homicídio qualificado, extorsão mediante sequestro, ocultação de cadáver, corrupção de menores e associação criminosa armada

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Imagem ilustrativa da notícia Penas por maior chacina do Distrito Federal somam mais de mil anos camera Cinco réus denunciados por participação na maior chacina da história do Distrito Federal foram condenados pelo Tribunal do Júri de Planaltina | Ana Lídia (G1)

Cinco réus denunciados por participação na maior chacina da história do Distrito Federal foram condenados pelo Tribunal do Júri de Planaltina. As penas, somadas, ultrapassam mil anos de prisão. O julgamento foi encerrado na noite deste sábado (18) e ainda cabe recurso.

Os acusados foram responsabilizados por uma série de crimes, entre eles homicídios qualificados, extorsão mediante sequestro com resultado morte, ocultação e destruição de cadáver, corrupção de menores, roubo, fraude processual e associação criminosa armada.

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Apontado como líder do grupo, Gideon Batista de Menezes recebeu a maior pena: 397 anos de reclusão. Na sequência, Carlomam dos Santos Nogueira foi condenado a 351 anos, enquanto Horácio Carlos Ferreira Barbosa recebeu pena de 300 anos. Fabrício Silva Canhedo foi sentenciado a mais de 202 anos. Já Carlos Henrique Alves da Silva foi condenado a dois anos de reclusão por cárcere privado.

Julgamento e investigação

O julgamento durou seis dias e contou com o depoimento de 18 testemunhas. Segundo a denúncia do Ministério Público, os crimes ocorreram entre outubro de 2022 e janeiro de 2023.

As investigações apontam que quatro dos réus se associaram para tomar posse de uma chácara no Itapoã e roubar dinheiro da família de Marcos Antônio Lopes de Oliveira. O plano incluía assassinar a vítima e sequestrar seus familiares.

No dia 27 de dezembro, Marcos, a esposa e a filha foram rendidos dentro de casa, tiveram cerca de R$ 49,5 mil roubados e foram levados a um cativeiro em Planaltina. No local, Marcos foi assassinado e enterrado.

Nos dias seguintes, as mulheres foram mantidas em cárcere, enquanto os criminosos usavam seus celulares para atrair outros parentes. Entre 2 e 4 de janeiro, mais familiares foram sequestrados.

Sequência de assassinatos

O grupo seguiu com o plano e atraiu o filho de Marcos, além de preparar uma nova emboscada. A esposa dele e três crianças foram levadas para Cristalina (GO), onde foram mortas e tiveram os corpos incendiados dentro de um carro.

Após esses crimes, os acusados decidiram eliminar as demais vítimas para dificultar as investigações. Duas mulheres foram levadas até Unaí (MG), assassinadas e tiveram os corpos queimados. Em seguida, outras três vítimas foram mortas a facadas e jogadas em uma cisterna.

Os criminosos ainda tentaram apagar vestígios ao incendiar objetos das vítimas no cativeiro.

Penas e recursos

Gideon Batista de Menezes foi condenado a 397 anos, oito meses e quatro dias de reclusão, além de um ano e cinco meses de detenção. Carlomam dos Santos Nogueira recebeu pena de 351 anos, um mês e quatro dias, além de 11 meses de detenção.

Horácio Carlos Ferreira Barbosa foi condenado a 300 anos, seis meses e dois dias de reclusão, além de um ano de detenção. Fabrício Silva Canhedo recebeu pena de 202 anos, seis meses e 28 dias, além de um ano de detenção.

Carlos Henrique Alves da Silva foi condenado a dois anos de reclusão e deverá cumprir a pena em regime semiaberto. Os demais iniciarão o cumprimento em regime fechado.

As defesas ainda podem recorrer da decisão. No entanto, como a condenação foi definida pelo Tribunal do Júri, não há possibilidade de absolvição dos réus. O espaço segue aberto para manifestação das defesas.

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