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OPERAÇÃO VERITAS

Médico e mais três suspeitos são presos por morte de empresário em Castanhal

Operação Veritas cumpre mandados de prisão preventiva e busca e apreensão em três municípios paraenses durante investigação sobre homicídio ocorrido em janeiro.

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Imagem ilustrativa da notícia Médico e mais três suspeitos são presos por morte de empresário em Castanhal camera Cairo Gutemberg Ribeiro Ferreira foi morto em janeiro deste ano, no centro de Castanhal, e a investigação levou a Polícia Civil à prisão de quatro suspeitos durante a Operação Veritas, nesta terça-feira (18/08). | Reprodução/Redes sociais/PCPA

A Operação Veritas foi deflagrada pela Polícia Civil do Pará nesta terça-feira (18/08) para cumprir mandados judiciais contra quatro investigados pela morte de Cairo Gutemberg Ribeiro Ferreira, assassinado em janeiro deste ano, no centro de Castanhal, nordeste do estado. As ordens de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridas nos municípios de Bragança, Concórdia do Pará e Ananindeua.

A ação foi coordenada pela Delegacia de Homicídios de Castanhal, com apoio do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) de Castanhal, Núcleo de Inteligência Policial (NIP), Delegacia do Jaderlândia, 12ª Seccional Urbana de Castanhal e Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE).

CONTEÚDO RELACIONADO

HOMICÍDIO OCORREU NO CENTRO DE CASTANHAL

De acordo com a investigação, Cairo foi morto no dia 11 de janeiro de 2026, por volta das 19h38, na Rua Comandante Francisco Assis, em frente ao estabelecimento comercial iPhone LC, localizado na região central de Castanhal.

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Ao longo da investigação, os policiais reuniram informações de diferentes fontes para reconstruir a dinâmica do homicídio e identificar os responsáveis. A apuração contou com análise de imagens de sistemas de monitoramento, levantamentos de campo, depoimentos de testemunhas e dados extraídos do celular da vítima.

As câmeras de segurança registraram os momentos que antecederam a execução. Cairo Berg caminhou em direção à picape estacionada em frente à própria loja, entrou no veículo e aparentava procurar algo no interior, enquanto a porta do motorista permanecia aberta. Pouco depois, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta. O passageiro desceu rapidamente, aproximou-se do empresário e efetuou vários disparos à queima-roupa. Mesmo atingido, Cairo ainda conseguiu sair do veículo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local, antes da chegada do socorro.

INVESTIGAÇÃO APONTA ATUAÇÃO COORDENADA

Segundo a Polícia Civil, os elementos obtidos durante a investigação apontaram, em tese, para a participação do policial militar Felipe Pessoa Gonçalves, Sintia Morais das Chagas (companheira de Felipe), Paulo Victor Vaz Andrade (amigo do PM) e do médico Joaquim Pereira Neto no homicídio.

As informações reunidas pelos investigadores indicam uma possível atuação coordenada entre os quatro, com suposta divisão de tarefas envolvendo preparação, monitoramento, apoio logístico e execução do assassinato. A apuração também identificou uma possível motivação relacionada a conflitos anteriores entre a vítima e Joaquim Pereira Neto.

MOTIVAÇÃO SERIA PASSIONAL

Durante as investigações, a Polícia Civil apontou uma possível motivação passional para o homicídio. Segundo a apuração, o médico ginecologista e obstetra Joaquim Pereira Neto teria descoberto um suposto relacionamento extraconjugal entre a esposa e Cairo Berg e, a partir disso, teria contratado o policial militar Felipe Pessoa Gonçalves para executar o empresário. O valor acertado pelo crime seria de R$ 50 mil.

Ainda de acordo com a investigação, Felipe, que é soldado da PM, seria o responsável pelos disparos, enquanto Paulo Victor Vaz Andrade, apontado como amigo do policial, teria participado da ação como piloto da motocicleta utilizada na fuga.

Joaquim Pereira Neto, apontado como suposto mandante, foi preso dentro de um hospital em Bragança. As outras prisões relacionadas à operação ocorreram nos municípios de Concórdia do Pará e Ananindeua.

IMAGENS AJUDARAM A RECONSTRUIR OS DESLOCAMENTOS

Uma das frentes da investigação foi a análise das imagens captadas por sistemas de monitoramento. A partir desse trabalho, os policiais conseguiram identificar o imóvel que teria sido utilizado como ponto de apoio e preparação para a ação criminosa.

Também foram reconstruídos os deslocamentos dos investigados antes e depois da execução, além de levantadas informações sobre os veículos que teriam sido utilizados.

Os investigadores ainda produziram elementos técnicos para auxiliar na identificação dos suspeitos, entre eles um Laudo de Reconhecimento Facial e um Laudo de Perícia Prosopográfica.

MANDADOS FORAM CUMPRIDOS EM TRÊS MUNICÍPIOS

Com base no conjunto de elementos reunidos durante a investigação, a Autoridade Policial representou pela adoção das medidas judiciais contra os investigados.

Os pedidos foram analisados pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Castanhal, que expediu os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar.

As ordens foram cumpridas nesta terça-feira (18/08) em Bragança, Concórdia do Pará e Ananindeua, mobilizando diferentes unidades da Polícia Civil.

CORREGEDORIA ACOMPANHOU AÇÃO ENVOLVENDO PM

A operação também teve acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Pará, porque um dos investigados possui vínculo funcional com a corporação.

Segundo a Polícia Civil, a presença da equipe da Corregedoria garantiu o acompanhamento institucional durante o cumprimento das medidas judiciais.

INVESTIGAÇÕES CONTINUAM

Mesmo com o cumprimento dos mandados, a Polícia Civil informou que as diligências continuam para esclarecer completamente o homicídio de Cairo Gutemberg Ribeiro Ferreira e reunir os elementos necessários à responsabilização dos envolvidos.

Os investigados são apontados pela polícia como participantes do crime em tese, cabendo à Justiça avaliar as provas reunidas durante a investigação e o processo.

*Colaborou Tiago Silva

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