Um dos acusados pela morte do conselheiro do Paysandu, Sérgio Francisco da Costa Júnior, conhecido como “Kblo”, foi condenado a 16 anos e 6 meses de prisão na quinta-feira (20/08). O julgamento de Neilson Carneiro da Silva ocorreu no Fórum de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém.
Segundo as investigações, Neilson seria o responsável pelos disparos que atingiram Sérgio. A vítima foi atacada enquanto deixava a residência da mãe, em Ananindeua, em novembro de 2024.
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O julgamento começou por volta das 8h e foi acompanhado por familiares da vítima, que aguardavam a decisão da Justiça.
Relembre o crime
Sérgio, que tinha 52 anos, foi baleado no dia 28 de novembro de 2024, em uma rua na Cidade Nova 5, em Ananindeua. Ele estava dentro de um carro quando foi surpreendido pelo atirador.
Imagens de câmeras de segurança registraram a ação. Nas gravações, um homem usando capacete aparece sentado próximo à via e observa Sérgio deixar a garagem. Em seguida, o suspeito se levanta e dispara contra o veículo.
Após os tiros, o criminoso fugiu correndo. Mesmo ferido, Sérgio conseguiu sair do carro, mas caiu pouco depois. Ele foi socorrido e levado para atendimento médico.
O conselheiro permaneceu internado por pouco mais de um mês, mas morreu no dia 31 de dezembro de 2024, em decorrência dos ferimentos.
Investigação apontou quatro envolvidos
As investigações da Polícia Civil apontaram a participação de quatro pessoas no assassinato.
Neilson foi apontado como o executor dos disparos. Já Ozimar Silva Brito seria o responsável por conduzir a motocicleta utilizada na ação e na fuga.
Os dois foram presos em agosto de 2025. Ozimar foi localizado em Tailândia, no nordeste do Pará, enquanto Neilson foi encontrado em Extrema, em Minas Gerais.
Durante as diligências, os investigadores apreenderam celulares dos suspeitos, roupas que teriam sido utilizadas no dia do crime, uma motocicleta e um revólver, que passou por perícia.
Crime motivado por ciúmes
Outro investigado é Jairan Severo, apontado pela polícia como mandante da morte. Segundo a investigação, ele teria ordenado o assassinato porque Sérgio estaria se relacionando com sua ex-mulher.
Jairan chegou a ser pronunciado para ser submetido a júri popular, mas recorreu da decisão e responde ao processo em liberdade.
O quarto investigado é Samuel Ribeiro da Silva, apontado como responsável por contratar os executores. Ele permanece foragido.
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