Um homem foi apresentado pela Polícia Militar à Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca), em Belém, após uma médica suspeitar que uma adolescente grávida, atendida em uma unidade de saúde no bairro do Benguí, pudesse ser vítima de violência sexual. A denúncia foi identificada durante o atendimento médico e comunicada às autoridades.
De acordo com as informações da Polícia Civil, a adolescente teria relatado uma situação de violência envolvendo o próprio padrasto. A gestação também estaria relacionada ao crime investigado pelas autoridades.
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O homem teria acompanhado a adolescente até a unidade de saúde. Durante a consulta, a médica percebeu sinais que levantaram a suspeita de violência sexual e acionou a polícia. Na sequência, uma guarnição da Polícia Militar foi até o local e apresentou o suspeito na Deaca, onde o caso passou a ser apurado.
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NÃO HOUVE PRISÃO EM FLAGRANTE
Em nota enviada à redação do DOL, a Polícia Civil do Pará informou que o homem foi apresentado na última quarta-feira (09/09) para apuração de uma denúncia de possível violência sexual contra uma adolescente.
Segundo o relato da vítima, os fatos teriam ocorrido anteriormente à denúncia. Por esse motivo, não houve prisão em flagrante. A Polícia Civil informou que o caso será investigado por meio de inquérito policial.
A ocorrência é tratada como possível crime de estupro de vulnerável, e as circunstâncias da denúncia deverão ser esclarecidas durante a investigação.
ADOLESCENTE PASSOU POR ESCUTA ESPECIALIZADA
Após a denúncia, a adolescente passou por escuta especializada e foi encaminhada para atendimento psicológico, além da realização de perícias.
O procedimento busca garantir o acolhimento da vítima e reunir elementos que possam auxiliar na investigação do caso.
INVESTIGAÇÃO OCORRE SOB SIGILO
O caso é investigado sob sigilo pela Polícia Civil para preservar a identidade e a integridade da adolescente.
Por se tratar de uma menor de idade apontada como vítima de violência sexual, sua identidade não foi divulgada.
CANAIS DE DENÚNCIA
Não é preciso ter provas para denunciar uma suspeita de abuso sexual contra crianças e adolescentes. Se houver risco ou suspeita de violência, procure um dos canais abaixo:
- Disque 100 - recebe denúncias de violações de direitos humanos, incluindo violência sexual contra crianças e adolescentes. O serviço é gratuito e funciona 24 horas.
- Polícia Militar 190 - para situações de emergência ou quando a vítima estiver em risco imediato.
- Polícia Civil - a denúncia pode ser registrada em uma delegacia, inclusive em unidades especializadas no atendimento de crianças e adolescentes.
- Conselho Tutelar - pode ser acionado em casos de suspeita ou confirmação de violação de direitos de crianças e adolescentes.
- Unidades de saúde - profissionais de saúde também podem receber a vítima e realizar os encaminhamentos necessários diante de uma suspeita de violência.
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