Do céu ao inferno. Assim começou a história do assassinato de Alessandro Cordeiro Mota, de 24 anos, que residia na rua Chico Xavier, no conjunto Eduardo Angelim, em Icoaraci, em Belém.
Quando o DIÁRIO chegou, junto com a equipe da Divisão de Homicídios, sob o comando do delegado Eduardo Rollo, as informações repassadas eram de que a vítima era soldador e que trabalhava em uma metalúrgica às proximidades e que tinha saído com R$ 80,00 para comprar remédios para filha que estava adoentada e teria sido vítima de assalto.
Um homem que não quis nem sob proteção revelar o nome disse que o “conhecia de vista o mano” e que era trabalhador. Ele olhou o corpo de vários ângulos do isolamento da Divisão de Homicídios e não parava de falar nas qualidades do morto.
Bastou meia hora para o trabalhador dar lugar a um assaltante bastante conhecido e perigoso do Eduardo Angelim. A revelação veio depois de uma conversa com a sogra de Alessandro e da própria companheira, uma adolescente com quem vivia desde os 12 anos e tinha duas filhas.
A Polícia Militar, através da viatura 9317, com o cabo Ezequias e soldado Modesto, acabou descobrindo logo o nome dos executores de Alessandro Cordeiro. Informantes disseram ter visto os assaltantes “Tiaguinho” e “Tatá” acompanhados por um terceiro homem na hora da execução, ocorrida no meio da alameda 2 do conjunto Eduardo Angelim.
Coube aos policiais civis da Divisão de Homicídios, de posse das informações que começaram a fluir, desvendarem o crime. Para os experientes “canas”, a morte de Alessandro Cordeiro está caracterizada como o tradicional “acerto de contas”, e com um detalhe: o morto estava armado e deve ter sido “escorado” a traição, levando quatro tiros nas costas, sendo que a arma desapareceu.
Um rapaz que esteve no local disse que “Tatá”, “Tiaguinho” e a vítima eram vistos juntos em esquemas criminosos e a própria companheira confessou aos policiais da Divisão de Homicídios que o marido andava em más companhias há muito tempo e, sempre que levava a arma para a casa, era expulso pela sogra.
O crime aconteceu depois das 22h desta sexta-feira (27), depois que Alessandro chegou armado em casa e foi repreendido pela esposa e pela sogra, tendo este saído dizendo que ia “jogar bilhar com os manos”.
Apoio
Investigadores da Seccional de Icoaraci estiveram no local acompanhando o levantamento de local de crime pela Divisão de Homicídios e o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves fez a remoção do corpo. (Diário do Pará)
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