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POLÍCIA

Acusado de matar fazendeiro está preso

José Augusto se defendeu durante entrevista e jurou inocência. Na prisão chorava muito e disse que na época do crime trabalhava como motorista particular de um doutor. Conflito de terras e envolvimento com política podem ser motivos do crime.  José Augu

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José Augusto se defendeu durante entrevista e jurou inocência. Na prisão chorava muito e disse que na época do crime trabalhava como motorista particular de um doutor. Conflito de terras e envolvimento com política podem ser motivos do crime.

José Augusto Sobrinho Júnior, de 25 anos, foi preso no último sábado, acusado de matar a tiros o fazendeiro Antônio Trancoso Santana, de 42 anos, no dia 18 de agosto, no município de Goianésia, região Sudeste do Pará. A prisão foi realizada por policiais civis, sob comando do delegado Neyvaldo Silva. O acusado Teve a ordem de prisão preventiva decretada pelo juiz Carlos Gustavo Chaves, da Comarca de Goianésia, no começo de setembro.
Chorando muito, José Augusto foi apresentado a imprensa na tarde de ontem. Ele não quis se defender do crime, disse apenas que na época do crime morava em Goianésia por que estava trabalhando como motorista particular de um doutor. “Não sei de nada. Sou inocente”, falou o acusado de crime de pistolagem.
No dia da morte o fazendeiro estava entregando leite junto com um funcionário, em estabelecimentos comerciais da cidade. Quando voltava para dentro do carro foi abordado pelo assassino, que atirou em Trancoso e em seu funcionário. “O rapaz que estava com o fazendeiro, conseguiu fugir mesmo baleado. O pistoleiro então descarregou a pistola na vítima”, contou.
Segundo testemunhas que presenciaram o assassinato, o pistoleiro se aproximou andando e sozinho, da vítima. “Ele atirou teria matado e saído correndo”, contou Neyvaldo.
Foi o funcionário do fazendeiro que apontou José Augusto como sendo o autor do crime. “Tudo graças a uma foto de José Augusto que tinha na delegacia da cidade. Dias antes ele tinha sido preso por porte ilegal de arma e foi solto em seguida. Foi então que a testemunha reconheceu José como o assassino”, disse Neyvaldo Silva.

Motivo
A polícia ainda não tem pistas do que possa ter motivado o crime. Mesmo assim, trabalha com duas vertentes, o político e o agrário. “O fazendeiro estava envolvido em conflitos de terra. Um de seus filhos teria sido assassinado no ano passado por esse motivo. Mas também investiga-se o crime político, já que a vítima era envolvida com área.

(Diério do Pará)

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