O crescimento de invasões na ilha de Mosqueiro e também no entorno da bucólica vem contribuindo com o aumento do tráfico de drogas e consequentemente com o registro de casos de homicídios por acerto de contas.
As informações são do comando da Polícia Militar de Mosqueiro. As investigações e operações estão apertando o cerco aos traficantes, segundo o major Sabá, responsável pelo comando na ilha. “Já sabemos como essa droga chega até aqui e até o dia e hora que os traficantes abastecem as bocas. O que dificulta o nosso trabalho são as invasões que crescem assustadoramente. Esse crescimento dificulta que façamos um mapeamento das áreas”.
A polícia sabe que a droga sai de Belém e que na ilha tem um único grande traficante que é responsável pela distribuição nas áreas. “Não podemos dar detalhes para não estragar a investigação, mas falta pouco para ele ser preso. Para isso estamos contando com a colaboração das pessoas de bem que moram aqui na ilha e que não estão gostando dessa situação. Elas fazem denúncias e através delas, estamos chegando a alguns ramos dessa quadrilha que quer se instalar de vez em Mosqueiro”, explicou o major Sabá.
E foi graças a uma denúncia ao interativo da 8ª ZPol que a polícia prendeu na manhã de ontem uma quadrilha de pequenos traficantes. O denunciante disse que em uma casa na passagem Bendelac, no bairro do Ariramba, pessoas da mesma família estavam comercializando cocaína. Felipe Augusto Silva, de 18 anos, estava embalando pasta de cocaína junto com a irmã
Raiana da Luz, de 20, e o tio Nazareno da Silva, de 42. A tia Cristina Vieira também estava no local. Com eles a polícia apreendeu 77 petecas de pasta de cocaína e alguns aparelhos eletrônicos, que segundo a polícia são material de roubo. “Os viciados e outros traficantes costumam trocar roubo por droga”, disse o major. (Diário do Pará)
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