A ideia de ir para a cadeia não assustou Patrícia Barbosa dos Santos, de 24 anos, presa na noite de quarta-feira por uma equipe da 8°ZPol, que atua no policiamento velado sob acusação de tráfico de drogas.
Os militares receberam uma denúncia feita ao telefone 181 de que uma mulher vendia drogas na rua Castro Alves, bairro do Maracacuera, e de que o local também servia de “fumódromo” para os viciados.
Assim que a acusada avistou os policiais, soltou a droga que estava em suas mãos e correu para dentro de uma kitnete vizinha, pegou um prato de comida e tentou se passar por moradora. Mas a tentativa de Patrícia não adiantou.
Os policiais encontraram 33 “petecas” de pasta base de cocaína e mais R$ 60,00 fruto da venda do entorpecente e deram voz de prisão à acusada, que foi levada à Seccional de Icoaraci.
Na delegacia, Patrícia não negou que a droga era sua e ainda ironizou a prisão dizendo que não conseguia entender porque mulheres que são presas por tráfico ficam aos prantos na delegacia.
“Não sei por que elas ficam chorando. Me pegaram e agora vou pagar o que devo. Um dia eu saio, pode ser daqui a vinte ou quarenta anos, quando eu estiver velhinha, mas eu saio”, declarou a traficante, que não escondeu o sorriso ao dizer as palavras. Patrícia também afirmou estar grávida de dois meses.
A acusada foi autuada em flagrante pelo crime de tráfico de drogas e encaminhada ao Centro de Recuperação Feminino, onde vai permanecer à disposição da Justiça.
PROPINA
Em depoimento ao delegado Rui Porto, Patrícia acusou os policiais de terem pedido dinheiro a ela, para que não a levassem à delegacia. Segundo a moça, primeiro os militares teriam pedido R$ 5.000,00. Com a negativa em pagar, eles teriam diminuído o valor. Com a segunda recusa, Patrícia foi conduzida à Seccional de Icoaraci. Ela também acusou os policiais de a terem agredido a tapas durante a abordagem.
No depoimento da acusada, consta ainda que sua mãe, uma idosa de 64 anos, chegou a ir à delegacia a procura dos PM’s para entregar R$1.500,00 e uma caixa amplificada, mas como Patrícia já havia sido apresentada ao delegado não foi possível evitar o flagrante e o dinheiro foi devolvido. A denúncia será apurada pela Corregedoria Militar. (Diário do Pará)
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