Por trás de uma simples transferência de presidiários considerados de alta periculosidade para o Presídio Federal em Porto Velho (RO), que cumpriam pena no Centro de Recuperação Penitenciária do Pará (CRPP-3), em Americano, está um duro golpe no crime organizado no Pará.
Segundo o delegado federal Geraldo Araújo, secretário de Segurança Pública do Pará, a transferência e inclusão de presos em estabelecimentos penais federais de segurança máxima se faz necessária à medida que os detentos representem riscos mesmos que custodiados pela Susipe.
Foram transferidos por ordem judicial dez criminosos que se encontravam no Centro de Recuperação Penitenciária do Pará, em Americano, entre eles um dos chefes do narcotráfico na região Norte, o amazonense José Roberto Fernandes Barbosa, conhecido nos meios policiais como o “Barão do Pó”.
O grupo transferido para o presídio federal é composto também por assaltantes de banco e chefes de quadrilhas, como os irmãos Mário Antônio Andrade e Alan Pires de Andrade, conhecidos como os “Irmãos Metralha”, presos após assaltarem bancos no Pará, Maranhão, Tocantins e Goiás.
Dada à periculosidade do grupo, a transferência correu em segredo até a hora em que os agentes penitenciários foram escoltá-los até dois furgões do Sistema Penitenciário do Pará, com um forte aparato que envolveu as polícias Militar, Federal, Civil, Rodoviária Federal e Aeronáutica. Para o secretário Geraldo Araújo, as informações não se restringiram aos presos no Pará. “Vieram informações de dois Estados corroborando e robustecendo o nosso convencimento para solicitar à Justiça Federal e ao Departamento Penitenciário Federal a transferência desses criminosos”, afirmou.
O DIÁRIO teve acesso a informações privilegiadas, dando conta que o grupo que foi transferido estava se organizando para comandar de dentro da cadeia grandes assaltos a bancos na capital e no interior do Estado, utilizando-se de celulares para depois subsidiar quadrilhas que estão sendo expulsas do Sul do País. “É uma espécie de solidariedade entre os bandidos”, afirma um experiente policial que atua dentro da nova doutrina de inteligência da Polícia no Pará. (Leia mais no Diário do Pará)
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