O delegado Walter Rezende, diretor da Seccional da Marambaia que apura o tiroteio que deixou dois feridos e um morto, na frente de um shopping na BR-316 aguarda Adaílson Lopes Braga, de 23 anos , ter alta do hospital Metropolitano para colher o depoimento. O tiroteio pode ter ocorrido em função de um acerto de contas entre um traficante conhecido como “Louro”e Adaílson. “Somente após ouvir esse rapaz que ainda não foi liberado pelo médico, vamos poder ter outros elementos para acrescentar nas investigações”.
O tiroteio aconteceu na noite de domingo, quando era grande a movimentação de pessoas em busca do presente de Natal. Teve pânico entre os clientes. Michele de Cássia Mota Araújo levou um tiro na perna e foi levada para o Metropolitano e passa bem.
A primeira versão apurada pela polícia foi de que dois homens tentavam assaltar uma mulher quando a polícia chegou e trocou tiros com a dupla. Um dos assaltantes morreu e o outro fugiu. Uma das principais testemunhas, Oswaldo do Carmo do Espírito Santo, 23, primo de Adaílson, contou ao DIÁRIO que dois homens chegaram em uma moto, na parada de ônibus ao lado do shopping, onde os dois estavam e disparou um tiro no peito de Adaílson. “Meu primo sempre dizia que o “Louro” iria matá-lo onde ele estivesse. Ele não repassou o dinheiro da droga, R$ 350 e por isso estava sendo ameaçado há um ano por ele”.
Oswaldo acusa o ex cunhado, José Orlando, um feirante do Entrocamento, de envolvimento no crime. Antes do tiroteio, os dois estiveram na banca do feirante e perceberam que dois homens o observavam.“Enquanto eu estava lá na fruteira do Orlando, eu percebi que tinham dois homens conversando com ele. O Orlando entrou para buscar os R$ 20 reais que eu pedi emprestado e lá de dentro da casa eu percebi que um cara esticava a cabeça para me olhar, era como se o Orlando estivesse mostrando a gente para eles. Quando o Orlando veio com o dinheiro, eu agradeci e antes de irmos embora, ele perguntou pra gente de que forma iríamos embora, foi ai que eu disse que a gente ia pegar o ônibus em frente ao shopping. Foram esses dois homens que apareceram na moto e começaram a atirar em cima da gente. Se eu não corresse para dentro do shopping, eu teria morrido. Foi Deus mesmo”. (com informações da equipe do Rota Cidadã 190). (Diário do Pará)
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