Prisão de assassino de mototaxista provocou, ontem, tumultuo em frente à Delegacia de Polícia Civil de Viseu, onde a população queria entrar e fazer justiça com as próprias mãos. A manifestação foi contida com o reforço de policiais vindos de outros municípios e o acusado foi levado para a Superintendência Regional da Polícia Civil, em Capanema, e em seguida foi encaminhado para a DATA.
A movimentação começou por volta das 9h, quando colegas de trabalho e familiares do mototaxista João Elso Corrêa souberam que um dos autores de assassinato havia sido preso em Viseu. João Elso morreu na madrugada de ontem, em decorrência de um tiro na nuca, de arma caseira, sofrido na última sexta-feira, durante assalto.
Às 10, a porta da delegacia já estava repleta de manifestantes e às 12h, cerca de 800 pessoas gritavam em frente ao prédio, prometendo invadir o local para matar o adolescente preso naquela manhã. “Foi uma dificuldade enorme conseguir conter aquela multidão até que chegassem reforços enviados pela Superintendência Regional de Capanema”, contou o delegado Jarson Silva, titular do Polícia Civil em Viseu, referindo ao apoio prestado por policiais civis e militares do Tático e do COE, vindos de Capanema, Cachoeira do Piriá e Bragança, que usaram tiros para o alto para dispersar os manifestantes.
De volta a Viseu, a Polícia Civil dará prosseguimento às investigações, com o fim de prender um segundo envolvido no crime. “Já temos pistas suficientes para encontrar o quanto antes”, garantiu o delegado Jarson. (José Clemente Schwartz, de Viseu)
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