“Devem ter armado pra cima dele. Ele era homem que não ia se deixar matar facilmente”. Estas foram as primeiras palavras de Luciana Nascimento, companheira de Ronaldo Freitas dos Santos, 38 anos, conhecido como “Nego Téo”, encontrado morto dentro de um terreno na rua Mariano, bairro do Entroncamento.
“Nego Téo” estava desaparecido desde a sexta-feira (24) quando saiu de casa por volta das 20h para reparar carros na área da Cidade Folia, onde aconteceu um show popular.
Para a família, quando amanheceu, a esperança era de que ele estivesse na casa da companheira, mas, com passar do tempo, o desespero foi tomando conta dos familiares que passaram a procurar por Ronaldo em locais que ele costumava frequentar. A presença de um desafeto de “Nego Téo”, conhecido pela alcunha de “Robinho”, saindo de um terreno baldio, levou os familiares a entrar no local encontrando a vítima com várias perfurações de faca pelo corpo.
Segundo os peritos do IML, o corpo já apresentava enrijecimento levando a crer que o crime teria ocorrido na madrugada de sábado, 25. No local, os peritos recolheram uma faca que deve ter sido utilizada para matar Ronaldo Freitas dos Santos, que também portava uma arma branca na cintura.
A REMOÇÃO
A viatura 9137 da 5ª Zona de Policiamento foi a primeira a chegar ao local e isolou a área até a chegada da equipe da Divisão de Homicídios, chefiada pelo delegado Adelino Serra que fez os primeiros levantamentos no local. Logo depois, técnicos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves fizeram a remoção do corpo.
Conversando com os policiais, a companheira de “Nego Téo”, Luciana Nascimento, disse que tomou conhecimento de uma desavença entre o companheiro e “Robinho”. Ambos fizeram ameaças de morte e, como eram viciados, o local do crime servia para fumar maconha.
A mulher disse aos policiais da Divisão de Homicídios que ficava em frente ao terreno quando o companheiro queria fumar drogas. Ela informou que “Nego Teó” tinha passagens pela polícia por tráfico de drogas e desordens, mas era um homem trabalhador. Ele capinava quintais, vendia na feira do entroncamento e reparava carros.
A vítima deixou uma filha de 13 anos que se desesperou ao ver o corpo do pai sendo removido pelo IML. O caso foi registrado na Seccional Urbana da Marambaia. (Diário do Pará)
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