A última sexta-feira, 24, véspera do Natal, foi marcada por uma tragédia na BR-316, em Castanhal, nordeste do estado, onde ocorreram no Km 70 da rodovia seis acidentes, envolvendo 13 veículos e resultando na morte de duas crianças, de 11 e 3 anos.
O Km 70, trecho onde a tragédia foi registrada, é dotado de uma curva perigosa e que costuma ser fatal para motoristas imprudentes. Como se não bastasse isso, choveu forte naquele dia e a pista molhada aumentou o risco.
O primeiro acidente aconteceu às 14h30, enquanto chovia. O taxista de prenome Rubens, de 63 anos, que estava no veículo Gol, de Primavera, e que trafegava no sentido Castanhal -Santa Maria do Pará, disse que foi ultrapassado de forma imprudente por uma Picape Strada vermelha.
O taxista acabou perdendo o controle. O veículo capotou, foi para fora da pista, derrubou um poste e só parou no meio do mato. Por sorte, os quatro ocupantes que estavam no táxi não sofreram ferimentos graves. Ainda segundo o taxista, momentos antes já havia ocorrido um acidente no mesmo trecho. Praticamente meia hora depois, ocorreu uma tragédia ainda maior. O motorista de um caminhão baú, que fugiu do local, tentou ultrapassar duas carretas ao mesmo tempo. Ao notar a presença da Polícia Rodoviária Federal, que se encontrava no local do primeiro acidente, ele tentou retornar bruscamente para sua pista e acabou provocando o desastre.
O caminhoneiro José Luiz da Silva, 54, que conduzia uma carga de chapas de ferro de Recife para Belém, foi surpreendido pela imprudência do motorista do baú. Ele tentou frear, mas a carreta fez um “L” na estrada e passou para a contramão. Com a manobra o veículo pesado atingiu um Palio branco, de Castanhal, onde estavam cinco passageiros.
Ao volante estava José Deucivaldo Guedes da Costa, 40 anos, que se dirigia a Capitão Poço. O Palio caiu no barranco, capotando. Devido à gravidade, Deucilene Lorrane Martins da Costa, de 11 anos, filha de Deucivaldo, morreu no local. O primo dela, Daniel Guedes do Nascimento, de três anos, sofreu ferimentos graves e foi levado ao Hospital São José, mas morreu enquanto recebia atendimento.
No momento em que a PRF tentava controlar o congestionamento, que chegou a mais de três quilômetros em cada um dos sentidos da pista, os acidentes continuaram, em sua maioria, por falta de atenção.
BAFÔMETRO
O 6° e último acidente aconteceu logo após as 23h, quando o Honda Civic, dirigido por João Batista Lima de Souza, bateu no lado esquerdo da traseira do carro da PRF. Com o impacto, o veículo da PRF foi parar barranco abaixo, e o Civic rodou na pista. O teste de bafômetro de João Batista apontou 0,74 miligramas de álcool por litro. O limite máximo de tolerância é de 0,10 mg/l. Ele foi apresentado à Polícia Federal e vai responder por danos ao patrimônio público.
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