O mecânico Luis Ferreira Lima de 58 anos foi executado com quatro tiros na cabeça no final da noite deste sábado (8) quando voltava para casa no conjunto Val Paraíso, bairro do Coqueiro em Ananindeua após ter seu carro interceptado por dois motoqueiros que atiraram à queima-roupa.
O crime envolto em mistério aconteceu na rodovia Mário Covas em frente à entrada do conjunto Val Paraíso, onde existe um retorno para veículos que vem da Cidade Nova e Ananindeua.
Segundo uma testemunha ouvida pelos investigadores da Divisão de Homicídios eram dois homens os assassinos em uma motocicleta preta que ao perceberem a vítima parar a Fiorino com a logomarca da empresa de sua propriedade se aproximaram pelo lado do motorista e dispararam quatro vezes contra a cabeça de Luis Ferreira.
Outra testemunha disse que o crime foi presenciado por um taxista que vinha no mesmo percurso e ainda chegou a ver os motociclistas assassinos saírem em disparada na contra mão com destino a rua Transcoqueiro ou 40 horas, no bairro do Coqueiro.
A família do mecânico executado chegou minutos depois ao local do crime e nada pode acrescentar para os investigadores da Divisão de Homicídios, que fizeram o levantamento do local aguardando a chegada da perícia científica do IML.
SEM PRECEDENTES
O DIÁRIO conversou com um filho da vítima que informou desconhecer algum inimigo de Luis Ferreira Lima e que ele tinha saído para trabalhar em um veículo para os lados de Icoaraci e estava retornando para casa, ouvindo música sertaneja, que ficou tocando até a chegada do CPC Renato Chaves.
Policiais militares que atenderam a ocorrência descartaram um possível crime de roubo, porque os criminosos nada levaram da vítima que foi encontrada com a carteira contendo R$ 629,00, documentos, cartões de crédito, celular e uma bolsa com outros objetos.
Pelas características do crime a Polícia Civil vai investigar as diversas possibilidades, mas o provável seria um crime de execução tendo por base os quatro tiros disparados contra a cabeça da vítima que morreu imediatamente.
A Polícia Civil deve requisitar a gravação de várias câmeras de segurança que ficam em dois postos de gasolina próximos ao local do crime. (Diário do Pará)
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